Hildegard de Bingen: uma intelectual diante da religião — conhecimento e política

Terezinha Oliveira

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar a figura feminina de uma das personagens mais importantes do conhecimento ocidental cristão no século XII, Hildegard de Bingen (1098-1179). Monja beneditina, autora de muitas obras de cunho “científico”, moral e religioso e de muitas cartas, das quais mais de uma centena foi preservada. Além disso, compôs partituras musicais. Assim, por meio de seus escritos, evidenciaremos que, mesmo de dentro do mosteiro, essa personagem estabeleceu relações com pessoas muito influentes do seu tempo, o que nos permite afiançar que suas ideias circularam e interferiram na sociedade do seu tempo. As fontes do nosso estudo são o livro Scivia e uma de suas Cartas, dirigida ao abade Bernardo de Claraval (1090-1153). Nossas reflexões buscarão explicitar, por meio de uma abordagem histórica de “longa duração”, que os seus escritos nos permitirão um duplo caminho. De um lado, recuperar a memória de escritos femininos – obras de Hildegard – nos permite afirmar que a figura feminina esteve presente e atuante, como autora e intelectual, na sociedade medieval cristã do século XII e, portanto, a mulher ocupa lugar na história desde há séculos. De outro, trazero debates sobre uma fonte feminina cristã medieval, pode contribuir com a construção de novos olhares para o campo da história da educação brasileira.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.19.063.DS01

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