Avaliação externa e qualidade da educação: formação docente em questão

Ocimar Munhoz Alavarse, Cristiane Machado, Paulo Henrique Arcas

Resumo


A constatação dos novos contornos que o debate sobre a formação docente adquiriu a partir da ampliação de políticas de avaliações externas e o consequente desvelamento das dificuldades do oferecimento de um ensino de qualidade para todos ensejou este artigo. Objetiva-se problematizar: quais conhecimentos são necessários para que os professores explorem o potencial dos resultados das avaliações externas na perspectiva de ampliação da qualidade do ensino-aprendizagem nas escolas? Este estudo apresenta resultados de investigação com o objetivo de cotejar os resultados da avaliação externa Prova São Paulo com os resultados das avaliações internas feitas pelos professores. O campo de desenvolvimento da pesquisa foi a Rede Municipal de Ensino de São Paulo e a metodologia adotada foi a pesquisa-ação. Conclui-se que é premente a apropriação aprofundada, pelos professores, dos fundamentos, objetivos e resultados das avaliações externas, para que elas possam ser utilizadas como um complemento ao desenvolvimento do seu trabalho, servindo como mais um mecanismo para avançar na qualidade da educação pública oferecida. Há que se envidar esforços para que os professores sejam dotados de conhecimento sobre o contexto, os pressupostos, e o papel das avaliações externas, bem como o seu potencial de uso dos resultados no cotidiano da sala de aula. Por fim, ressalta-se que entender os resultados das avaliações externas é compreendê-los não como um fim em si mesmo, mas sim como possibilidade de associá-los às mudanças essenciais da escola pública.


Palavras-chave


Avaliação educacional. Avaliação externa. Formação docente. Qualidade da educação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.17.054.AO04

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