Governança algorítmica no Poder Judiciário e sua aplicação aos processos ambientais: evidências empíricas do CNJ e proposição do Protocolo Operacional de Prova Algorítmica Ambiental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/rev.dir.econ.soc.v17i2.33848

Palavras-chave:

inteligência artificial generativa; governança algorítmica; prova ambiental; processo penal ambiental; cadeia de custódia digital.

Resumo

Este estudo analisa as condições para o uso ético e processualmente seguro da Inteligência Artificial Generativa no Poder Judiciário brasileiro, com foco específico na persecução penal ambiental. Investiga-se em que medida o marco normativo do Conselho Nacional de Justiça oferece salvaguardas suficientes para a utilização de provas algorítmicas ambientais e como tais exigências podem ser operacionalizadas de forma verificável. Parte-se da hipótese de que, embora o arcabouço regulatório vigente esteja fundado em princípios de governança algorítmica, ele ainda carece de uma sistematização operacional capaz de assegurar a rastreabilidade das inferências e o efetivo contraditório técnico. A pesquisa adota abordagem qualitativa e exploratória, com base em análise documental de atos normativos e relatórios institucionais do Conselho Nacional de Justiça, no contexto da política judiciária nacional contemporânea. Os resultados indicam que a expansão do uso de sistemas algorítmicos no Judiciário é acompanhada por riscos de opacidade, vieses e fragilidades na cadeia de custódia digital, com impactos relevantes sobre a integridade probatória em processos ambientais. Como contribuição, propõe-se o Protocolo Operacional de Prova Algorítmica Ambiental, destinado a preencher a lacuna entre a normatização abstrata e a aplicação prática da inteligência artificial generativa no contencioso penal ambiental.

 

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Biografia do Autor

Silvania Gonçalves de Carvalho, Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil)

Doutoranda em Governança e Transformação Digital pela Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil). Mestre em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos pela Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil). Graduada em Direito pelo Centro Universitário Católica do Tocantins (Palmas, TO, Brasil).



Daniela Mascarenhas de Queiroz Trevisan, Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil)

Docente do Programa de Pós-Graduação em Governança e Transformação Digital pela Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil). Doutora em Modelagem Computacional de Sistemas pela Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil). Analista de Tecnologia da Informação da Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil).

David Nadler Prata, Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil)

Docente da Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil). Doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Tocantins (Palmas, TO, Brasil).

 

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Publicado

2026-05-04

Como Citar

GONÇALVES DE CARVALHO, Silvania; MASCARENHAS DE QUEIROZ TREVISAN, Daniela; NADLER PRATA, David. Governança algorítmica no Poder Judiciário e sua aplicação aos processos ambientais: evidências empíricas do CNJ e proposição do Protocolo Operacional de Prova Algorítmica Ambiental. Revista de Direito Econômico e Socioambiental, Curitiba, v. 17, n. 2, p. e699, 2026. DOI: 10.7213/rev.dir.econ.soc.v17i2.33848. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/direitoeconomico/article/view/33848. Acesso em: 6 maio. 2026.