Sociobioeconomia e crise planetária: superando os limites do paradigma moderno

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/rev.dir.econ.soc.v17i1.33067

Palavras-chave:

Amazônia; biodiversidade; bioeconomia; epistemologia do sul; sociobioeconomia.

Resumo

Este artigo analisa criticamente os limites do paradigma moderno diante da crise planetária contemporânea e propõe a sociobioeconomia como alternativa normativa e ontológica à racionalidade tecnocrática dominante. Com base em abordagem interdisciplinar e histórico-estrutural, o texto articula contribuições da história da ciência, ecologia política e economia ecológica para examinar a construção moderna da ciência, o modelo econômico centrado na exploração da natureza e os impactos desse arranjo no contexto do Antropoceno. A partir de autores como Kuhn, Shiva, Leff, Latour e Passet, além de dados empíricos de organismos internacionais, discute-se a necessidade de transição para modelos que reconheçam a centralidade da biodiversidade, dos saberes tradicionais e da justiça socioambiental. Nesse percurso, destaca-se a sociobioeconomia como proposta integrada de regeneração ecológica, protagonismo comunitário e pluralismo epistêmico, em especial nos territórios da Amazônia brasileira. O estudo conclui que superar a crise civilizatória exige não apenas inovações tecnológicas, mas sobretudo uma mudança de paradigma ancorada na ética do cuidado, na reciprocidade entre saberes e na valorização da vida em sua complexidade. A sociobioeconomia desponta, assim, como horizonte promissor para um novo pacto ecológico e civilizacional.

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Biografia do Autor

Lena Andréa Lima Muniz, Universidade Federal do Amazonas (Manaus, AM, Brasil)

 

Professora substituta na Universidade Federal do Amazonas (Manaus, AM, Brasil), no Departamento de Economia e Análise - DEA/UFAM, e Professora na Faculdade Metropolitana de Manaus – IME/Fametro. Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (Manaus, AM, Brasil) através do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia – PPGBIOTEC/UFAM. Mestre em Desenvolvimento Regional da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Manaus, AM, Brasil). Especialista em Gestão de Pessoas, mercado e Tecnologias pela Instituto Federal do Amazonas (Manaus, AM, Brasil). Economista e Tecnóloga em Gestão Ambiental.

Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues Chaves, Universidade Federal do Amazonas (Manaus, AM, Brasil)

 

Professora Titular da Universidade Federal do Amazonas (Manaus, AM, Brasil). Doutora em Política Científica e Tecnológica/Universidade Estadual de Campinas (São Paulo, SP, Brasil). Doutora em Processos de Inovação e Mudanças Organizacionais no Centro Internacional de Pesquisa sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Paris, França). Assistente Social, Mestre em Sociologia Rural pela Universidade Federal da Paraíba (Campina Grande, PB, Brasil). Coordenadora do Grupo Interdisciplinar de Estudos Socioambientais e de Desenvolvimento de Tecnologias Sociais na Amazônia (Grupo Interação) .

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Publicado

2026-01-09

Como Citar

LIMA MUNIZ, Lena Andréa; RODRIGUES CHAVES, Maria do Perpétuo Socorro. Sociobioeconomia e crise planetária: superando os limites do paradigma moderno. Revista de Direito Econômico e Socioambiental, Curitiba, v. 17, n. 1, p. e607, 2026. DOI: 10.7213/rev.dir.econ.soc.v17i1.33067. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/direitoeconomico/article/view/33067. Acesso em: 14 jan. 2026.

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