PROCESSOS DE CONSTITUIÇÃO IDENTITÁRIA DOS CHEFES DE DEPARTAMENTO DOS CURSOS DE LICENCIATURA
DOI:
https://doi.org/10.7213/rde.v8i23.3997Resumo
O presente texto focaliza os processos de constituição identitária dos chefes de departamento dos cursos de licenciatura de uma universidade privada do sul do país. Os procedimentos de coleta de dados incluem de documentos da instituição, entrevistas com os chefes dos nove cursos de licenciatura, com gestores da universidade e com professores formadores. Para fins do presente texto, serão discutidos os dados de entrevistas realizadas com os chefes de departamento. Constatou-se que a função de chefe de departamento requer algumas competências que vão muito além das necessárias ao exercício da docência. Assim, involuntariamente, há um “choque de realidade” diante de tantos afazeres diferentes, tais como: acompanhamento do orçamento, planejamento estratégico, co-responsabilidade pelas campanhas de marketing e pelo fechamento das matrículas dos estudantes. Algumas são relativamente novas, próprias ao contexto das universidades privadas, objetivando maximizar os resultados e reduzir custos, uma exigência dos tempos neoliberais. Entende-se, neste caso, que o trabalho realizado pelos está desvinculado das mudanças ocorridas no contexto sócio, político e econômico. O referencial teórico da pesquisa apóia-se em escritos de André (2006), Pérez Gómez (2001), Dubar (2005), Imbernón (2004) e Dias-da-Silva (2005). Os relatos dos chefes de departamento dos cursos de licenciatura sobre seu cotidiano de trabalho e sua trajetória revelaram dificuldades, prazeres e angústias no exercício desta função e possibilitaram compreender influências familiares, escolares e laborais na constituição de sua identidade profissional.Downloads
Referências
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