Pedagogia Histórico-Crítica e lutas hegemônicas (1985–2025)
revisão sistemática com meta-síntese qualitativa
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.088.DS15Palavras-chave:
Pedagogia Histórico-Crítica, Lutas contra-hegemônicas, Redemocratização brasileira, Revisão sistemática, Meta-síntese qualitativaResumo
A redemocratização brasileira, iniciada em 1985, reabriu disputas educacionais entre projetos emancipatórios e conservadores. Nesse contexto, a Pedagogia Histórico-Crítica (PHC), sistematizada por Dermeval Saviani, emergiu como referencial para lutas hegemônicas contra a educação bancária, promovendo consciência histórica de classe em greves, sindicatos e ocupações. O objetivo deste trabalho é mapear e sintetizar, por meio de revisão sistemática com meta-síntese qualitativa, as contribuições da PHC às lutas educacionais no Brasil entre 1985 e 2025, identificando contextos históricos, ações coletivas e sua função como práxis contra-hegemônica frente à ditadura, ao neoliberalismo e ao neoconservadorismo. Esta revisão mapeou 127 estudos (1985–2025), seguindo PRISMA 2020 e ENTREQ, com buscas em SciELO, Scopus, Web of Science e BDTD. Historicamente, a PHC orientou greves docentes nos anos 1980 contra precarização, reorganização sindical e implementação experimental no Paraná (1983–1994). Nos anos 1990, resistiu ao neoliberalismo da LDB/1996. Entre 2003–2015, ganhou espaço em formações docentes e ocupações secundaristas de 2015. Pós-2016, enfrentou retrocessos com EC 95/2016, BNCC/2017 e Future-se/2019, além do “Escola sem Partido”. O governo Bolsonaro (2019–2022) reduziu 13,5% o orçamento educacional, gerando 58 greves e 214 denúncias de perseguição ideológica. A pandemia agravou desigualdades, com 5,5 milhões de alunos sem internet. A PHC criticou a exclusão includente e manteve-se como práxis de resistência. Com Lula 3 (2023–), debates sobre reconstrução curricular recolocam a PHC como referência.
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