Literatura negroafetiva
antirracismo, resistências e afetos possíveis em livros literários para crianças
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS15Palavras-chave:
Educação Infantil, Literatura negroafetiva, Relações étnico-raciaisResumo
O estudo das culturas afrobrasileiras e indígenas, uma das mais importantes demandas educacionais contemporâneas no Brasil, é impulsionado pela ação dos movimentos negros e indígenas e ratificada por meio das leis 10.639/2003 e 11.645/2008. A literatura infantil abre possibilidades para articular esteticamente Educação Infantil e Educação das Relações Étnico-Raciais. No presente artigo, o objetivo é discutir como a literatura para crianças pode ser espaço de resistências e de criação de possíveis caminhos para a educação antirracista, à luz do conceito de literatura negroafetiva da escritora Sonia Rosa. A metodologia, de viés qualitativo, envolve o rastreio de obras com protagonistas negros, aprovadas pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático - PNLD 2022 - Educação Infantil, e a seleção de sete obras literárias para uma análise mais detida. Os resultados da pesquisa indicam um crescimento no número de obras literárias com personagens diversos em termos étnico-raciais aprovadas para compor acervos do PNLD Literário, mas ainda é bastante restrito o universo de narrativas cujo protagonismo é negro. A leitura e discussão de algumas obras selecionadas indicam o potencial da literatura negroafetiva para ampliar repertórios da criança, na medida em que promove representações positivas, plurais e complexas de personagens negras, localizadas em enredos múltiplos que diversificam e valorizam as experiências humanas. Observa-se, por fim, a relevância de ampliar acervos literários que não apenas incluam personagens negras como representação da diversidade étnico-racial, mas que, sobretudo, valorizem vivências e experiências negras, inserindo as personagens em redes de afeto e acolhimento.
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