Cognição como atividade humana criadora em vivências de estudantes de pedagogia
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.21.071.AO06Resumo
Neste artigo discutimos diferentes trajetórias escolares por meio de Estudos de Casos de três estudantes de uma turma de Psicologia da Educação, do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Minas Gerais e seus familiares. As estudantes e seus familiares relataram vivências (perejivânia) tensas e dolorosas nessas trajetórias. Tais vivências nos impulsionaram a perguntar: Como pensar a cognição como uma atividade humana criadora? Como relacionar a cognição com as práticas sociais em que ela é gestada? No contexto das salas de aulas daquela universidade, os letramentos acadêmicos foram ressaltados nos discursos das estudantes e pudemos conhecer a força do afeto constituindo e sendo constituído pela cognição social situada, pela força das culturas e das linguagens em uso. Argumentamos que esses conceitos estão intimamente relacionados nas vivências relatadas, em alguns momentos um ou outro se torna mais saliente, porém estão sempre em diálogo, constituindo as pessoas. O diálogo entre teoria e empiria levou-nos à compreensão da indissociabilidade entre afeto, cognição, culturas e linguagens e, consequentemente, à proposição de uma síntese: a unidade de análise [afeto/cognição social situada/culturas/linguagens em uso] — ACCL — com base na Psicologia Histórico-cultural, que defende a unidade afeto/cognição, e na Etnografia em Educação, que argumenta que culturas e linguagens em uso são inseparáveis. A unidade ACCL permitiu-nos olhar para as pessoas, humanizando suas trajetórias escolares, bem como possibilitou-nos não as estigmatizar ou rotulá-las como deficientes.
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