Naíde Regueira Teodósio: médica, professora e pesquisadora em tempos autoritários

Raylane Andreza Dias Navarro Barreto, Carliane Maria do Carmo Lins da Natividade

Resumo


Com vistas a contribuir com a história das mulheres e com a história da Educação no Brasil foi objetivo neste artigo analisar a relação formação-atuação profissional enfrentamento a regimes autoritários da médica, professora, pesquisadora pernambucana e militante do Partido Comunista Brasileiro, Naíde Regueira Teodósio (1915-2005). A investigação ocorreu por meio do método biográfico a partir de Franco Ferrarotti (1991) e Giovanni Levi (1996), tendo como objeto de análise a trajetória formativa e profissional da referida personagem. Foram utilizadas fontes documentais (prontuários, declarações, processo de indenização por danos físicos, psicológicos e morais) localizadas no fundo da Comissão da
Verdade do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano/PE e de entrevistas concedidas e armazenadas na Coordenação-Geral de Estudos da História Brasileira (Cehibra) da Fundação Joaquim Nabuco e no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas. Os resultados apontam elementos educacionais que consorciam formação familiar, escolar, político-partidária e autoformação. Desvelam também faces de uma formação médica que alia fisiologia, nutrição e engajamento político e que permite interpretações sobre a constituição de si, as práticas femininas, a relação formação-atuação e, sobretudo, sobre as formas concretas de resistência e enfrentamentos aos regimes políticos autoritários no Brasil das décadas de 1940 e 1960.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.067.DS03

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2020 Editora Universitária Champagnat