Educação Popular e Formação Docente: experiências de re-existência
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.065.DS05Resumo
O artigo discute, a partir de uma pesquisa exploratória, princípios da Educação Popular na Colômbia e no Brasil, presentes em experiências educacionais de formação docente e práticas escolares. Na atual conjuntura brasileira e latino-americana, em que professoras/es têm sido colocadas/os sob suspeita por exercerem a docência visando a formação integral e humana, mostram-se necessárias propostas baseadas na ética, no diálogo, e na participação, princípios da Educação Popular (movimento teoricoprático caracterizado pela ação com as classes populares) ao fortalecimento da formação e da ação docentes. Estes princípios orientam propostas de formação de professoras/es na universidade e suas práticas educativas em distintos contextos. O levantamento e conhecimento de diferentes propostas educativas nos países envolvidos, que desenvolvem práticas orientadas pelo referencial da Educação Popular, proporcionou o diálogo com espaços educativos, organizações e projetos diversos. Houve o contato com universidades, escolas, movimentos sociais e grupos, cujo trabalho tem buscado e criado propostas pedagógicas significativas. Construir uma educação pública e democrática para todas/os depende também de uma formação como prática política, que contribua para potencializar a ação docente em conexão e diálogo permanentes com distintos cenários e situações. Uma formação que seja ato de resistência e defesa da educação como prática de liberdade (FREIRE, 1989). A Educação Popular ressignifica a formação docente e a prática social dos sujeitos em formação – observar, atuar, vivenciar práticas educativas em diferentes contextos (escolares e não escolares) – de modo a problematizar experiências de fracasso e reprodução das desigualdades, ainda recorrentes para as classes populares, para transformá-las.
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