O protagonismo da mulher no suplemento feminino do jornal O Estado de S. Paulo

Gizeli Fermino Coelho, Raquel dos Santos Quadros, Maria Cristina Gomes Machado

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar o modo como o Suplemento Feminino do jornal O Estado de S. Paulo propagava ideais que contribuíram para mobilizar as mulheres paulistas a apoiarem o Golpe Civil-Militar de 1964 sem, contudo, alterar seu papel no meio familiar e social. Investiga-se a postura adotada por esse suplemento em relação à questão política na primeira metade da década de 1960; para isto, são estudados textos e propagandas publicados entre os anos de 1960 e 1964. A hipótese é a de que as matérias publicadas pelo Suplemento Feminino deste jornal expressavam opiniões com o intuito de justificar a necessidade da intervenção militar, bem como convencer o seu público de que as atitudes dos grupos militares eram necessárias para a manutenção dos princípios democráticos no país. Neste sentido, entende-se que o discurso veiculado pelo Suplemento Feminino era duplamente ideológico: ao mesmo tempo que dava voz às mulheres  nas decisões políticas, construindo um sujeito político feminino, procurava convencê-las de que o seu lugar se restringia ao lar, espaço em que desempenharia a função de protetora do lar, da família e da pátria, ou seja, reiterava o papel submisso da mulher na sociedade.


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DOI: https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.067.AO01

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