A teoria do pensador de Shiffrin sobre a liberdade de expressão: fundamentos, implicações e desafios
DOI:
https://doi.org/10.1590/2965-1557.038.e202633755Palavras-chave:
Liberdade de Expressão, Teoria do Pensador, Autonomia, Sinceridade, DemocraciaResumo
Este artigo analisa a Thinker-Based Theory of Freedom of Speech proposta por Seana Shiffrin, que fundamenta a liberdade de expressão na condição do sujeito como pensador autônomo. Ao contrário das abordagens tradicionais, centradas no falante, no ouvinte, na democracia ou na busca da verdade, Shiffrin desloca o eixo normativo para os interesses constitutivos do agente, defendendo que a expressão é indispensável ao desenvolvimento da mente, da agência moral e da vida em comunidade. A primeira parte do artigo apresenta os fundamentos da teoria, destacando as capacidades e interesses que compõem o núcleo normativo da condição de pensador. Na sequência, são discutidas críticas de autores contemporâneos que questionam seu caráter excessivamente abstrato, a insuficiência prática de seus critérios e a ênfase exclusiva na sinceridade. Por fim, eu busco demonstrar que, embora a teoria de Shiffrin resgate a dignidade do agente autônomo e ofereça um modelo inovador, ela enfrenta limites importantes diante de dilemas atuais, como discurso de ódio, desinformação e mediação algorítmica da comunicação.
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