FERNANDO PESSOA E A ARTE DE JAZER A VIDA
DOI:
https://doi.org/10.7213/rfa.v22i31.2539Resumo
Neste estudo procura-se avaliar as consequências da crise das categorias modernas de sujeito e consciência na poesia pessoana. Mostra-se que essa crise não conduz, em Pessoa, a uma concepção niilista da existência, e que do mal-estar do excesso de consciência nasce, na sua obra, a concepção de uma singular experiência de vitalidade em estados que o poeta identifi ca com a infância e com experiências-limite do tempo e do espaço. O reverso positivo da explosão da consciência não corresponde, em Pessoa, a um anseio místico de retorno à unidade e à quietude, mas a uma experiência afectiva do movimento anímico a que chama “desassossego”. Irredutível às categorias fi losófi cas do espaço e do tempo, impossível de deter pelo pensamento, o que está em jogo é a experiência do fl uxo da vida na possibilidade de “mudar de alma” ou do “saber ver” ensinado por Alberto Caeiro.Downloads
Referências
CAEIRO, A. Poesia. Lisboa: Assírio e Alvim, 2001.
CAMPOS, Á. de. Notas para a recordação do meu mestre Caeiro. Lisboa: Editorial Estampa, 1997.
CAMPOS, Á. de. Poesia. Lisboa: Assírio e Alvim, 2002.
GIL, J. Fernando Pessoa ou a metafísica das sensações. Lisboa: Relógio d’Água, 1988.
GIL, J. O espaço interior. Lisboa: Editorial Presença, 1993.
GIL, J. Diferença e negação na poesia de Fernando Pessoa. Lisboa: Relógio d’Água, 1999.
LOURENÇO, E. Poesia e metafísica. Lisboa: Gradiva, 2002.
PESSOA, F. Fausto. Tragédia subjectiva (Fragmentos). Lisboa: Editorial Presença, 1988.
PESSOA, F. Livro do desassossego. Lisboa: Editorial Presença, 1990-1991. v. 2. Editorial Teresa Sobral Cunha.
PESSOA, F. Poesias. Lisboa: Edições Ática, 1992.
PESSOA, F. Novas poesias inéditas. Lisboa: Edições Ática, 1993.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os autores retêm a titularidade dos direitos autorais sobre o artigo científico, concedendo à Revista de Filosofia Aurora, distribuída pela PUCPRESS, o direito de primeira publicação da obra. O periódico opera sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que autoriza o público a compartilhar, reutilizar e adaptar o conteúdo para qualquer fim, contanto que seja feita a devida atribuição de autoria e a referência à publicação original. Diante do caráter não exclusivo do licenciamento, o(a) autor(a) tem a liberdade de usar e licenciar a obra para outros fins, além de estar autorizado a realizar o depósito do texto em repositórios institucionais, bases de indexação e sistemas de preservação digital, sempre com referência à publicação original.


