Religiosa, imigrante, mulher: Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas num olhar transnacional (1895-1917)

Terciane Ângela LUCHESE, Marina Matiello, Alberto Barausse

Resumo


O objetivo do presente artigo é analisar as transferências culturais e os processos de hibridização que marcam e constituem os primeiros anos da congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas, em sua chegada ao Brasil, com especial atenção ao Rio Grande do Sul em uma abordagem transnacional. O recorte espaço-temporal considera a migração de um pequeno grupo de irmãs da Itália e seu estabelecimento, inicialmente em São Paulo e, depois, a vinda para o Rio Grande do Sul e a emergência das primeiras escolas em solo gaúcho. Num diálogo entre a História Cultural e a História da Educação e por meio da análise documental histórica de correspondências, jornais, fotografias e relatórios, compreendemos o desafio do movimento migratório e algumas das possíveis ressonâncias na constituição da própria congregação. A experiência da migração de religiosas-mulheres produziu marcações, seja pelas trocas culturais, pelas confrontações com diferenças e com os processos de negociação construídos nos deslocamentos. Concluímos que a congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, Scalabrinianas, constitui-se numa condição transnacional, entre o prescrito na Itália e o vivido no Brasil, num deslocamento que envolveu inventividades e negociações nas dimensões do étnico, das relações de gênero e do próprio catolicismo na emergência de suas escolas.


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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.19.063.DS05

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