Singularidade feminina no catolicismo: práticas formativas em um caminho permeado de “espinhos e rosas”

Maria José Dantas

Resumo


A presente pesquisa lança um olhar sobre o papel da mulher na Igreja, sua singularidade, dignidade e particularidades, apresentando o cotidiano e as práticas educativas empreendidas por moças que escolheram o ambiente religioso católico como campo de atuação. Nesse sentido, o estudo investiga de modo específico as práticas formativas desenvolvidas no interior da Congregação das “Irmãs Teresinhas”, sobretudo no que diz respeito à atuação da Madre Valdelícia, Superiora Geral por mais de 30 anos. A análise foi realizada a partir dos pressupostos teóricos fundamentados na Nova História Cultural e na História da Educação e tem como base os conceitos de carisma, capital cultural e campo religioso de Pierre Bourdieu (1989, 1980, 2005, 2012), além de estratégia de Michel de Certeau (1994) e representação de Roger Chartier (1990, 2002). A metodologia utilizada consistiu em pesquisa bibliográfica, documental e realização de entrevistas. Dentre as fontes utilizadas estão diários, livros, cartas, crônicas da Congregação, recortes de jornais, certificados e os depoimentos orais. Conclui-se que, não obstante as várias dificuldades, denominadas “espinhos”, a Congregação e a Madre transitaram com êxito no campo religioso e educacional de Sergipe. Valdelícia construiu relações com personalidades e firmou-se, sendo respeitada e estimada por bispos, padres e demais autoridades eclesiais e civis. Além disso, por meio de sua atuação como professora, diretora e Madre Superiora, desenvolveu uma intensa atividade educativa e tornou-se uma personagem com muitas contribuições para a História da Educação Católica em Sergipe.


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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.19.063.DS06

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