“A cruz de Cristo” nas fábricas e nas escolas: Amélia de Rezende Martins e a Ação Social Brasileira (ASB)

Amanda Haydn, Mauro Castilho Gonçalves

Resumo


O presente artigo examina aspectos relacionados à trajetória política e intelectual de Amélia de Rezende Martins (1877-1948), nos âmbitos da educação e da cultura, privilegiadamente entre os anos de 1918 a 1932. A justificativa da periodização proposta ateve-se ao fato de que foi nessa fase que Martins publicou suas ideias, veiculou seus projetos e atuou em organismos ligados à educação escolar e à cultura em geral. Destacam-se, nesses âmbitos, a imprensa periódica carioca, a Associação Brasileira de Educação (ABE) e a Ação Social Brasileira (ASB). Na pesquisa foram utilizadas fontes disponíveis nos Arquivos da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), da Associação Brasileira de Educação (ABE) e do Centro de Memória da Universidade de Campinas (Unicamp). Na imprensa, foi objeto de análise a atuação de Martins nos jornais A União, O Paiz, A Cruz, Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Jornal e A Noite e Diário de Notícias. A análise indicou que Martins foi uma intelectual preocupada com a construção de um projeto cultural para o Brasil. Tal projeto, denominado Ação Social Brasileira (ASB), constituiu-se em essência em um anteprojeto para a fundação de uma instituição educacional e de assistência social – o Edifício Anchieta – uma forte aposta de Martins na educação como força capaz de resolver os problemas do país através da integração da classe trabalhadora em um programa de adestramento profissional, de educação moral, religiosa, cívica e higiene coletiva.


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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.19.063.DS07

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