Presença da filosofia e da antropologia em Totem e tabu: Freud, entre Kant, Hegel, Frazer e Schopenhauer

Josiane Bocchi, Rodrigo Barros Gewehr, Luiz Eduardo Prado de Oliveira

Resumo


Freud cita amplamente, em permanência, a obra de Frazer. Totem e tabu parece ser uma longa paráfrase deste autor, exceto nas últimas páginas, quando Darwin e dois antropólogos de menor estatuta que Frazer aparecem: Atkinson e Smith. Freud propõe uma ficção sob a forma de uma paleoantropologia. Mas os comentários de Freud a respeito de Frazer são também pontuados com citações de filósofos que marcaram seu pensamento, sobretudo de Schopenhauer, Kant e Anaximandro, cujo texto era quase desconhecido na época e que se viria revelar mais complexo do que o imaginava Freud. A psicanálise parece obedecer em suma ao projeto de Kant de constituir uma antropologia filosófica ou uma filosofia prática, através da terapêutica.

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Referências


ASSOUN, P.-L. Freud, la philosophie et les philosophes. 3e. éd. Paris: PUF, 2009.

FREUD, S. Lettres de jeunesse. Paris: Gallimard, 1990.

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KANT, I. Critique de la raison pratique. Paris: Gallimard, 1985. Publicado originalmente em 1768.

KANT, I. Critique de la raison pratique. Paris: Flammarion, 2003. Publicado originalmente em 1768.

PRADO DE OLIVEIRA, L. E. Les pires ennemis de la psychanalyse. Montréal: Liber, 2009.




DOI: http://dx.doi.org/10.7213/rfa.v23i33.886

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