ERASMO E LUTERO: O LIVRE ARBÍTRIO DA VONTADE HUMANA
DOI:
https://doi.org/10.7213/rfa.v18i23.8600Resumo
Erasmo de Roterdam e Martinho Lutero discutem acerca da noção de
livre arbítrio da vontade humana. A vontade racional é livre? Ou a
natureza humana não possui autonomia e sua vontade depende única
e exclusivamente da vontade de Deus? A crise religiosa que se instalara
no século XVI nos remete à discussão da reforma da Igreja Oficial de
Roma, e à ruptura com a cultura elaborada pelos primeiros padres da
Igreja no final da Antigüidade. O mundo religioso se refaz por meio de
diálogos e conflitos entre a ortodoxia e os dissidentes. O Humanismo
Cristão e a Reforma, Erasmo e Lutero estão de acordo sobre um ponto:
“O céu não está à venda”. Mas o que parece, à primeira vista, aproximálos,
distancia-os cada vez mais, quando a questão se volta para o
descaso da Reforma quanto à tradição da Igreja. Erasmo retoma a
Filosofia Patrística e aceita, compreendendo ou não, o que a Igreja
elaborou por tantos séculos de cultura religiosa, ao contrário de seu
adversário. Sendo assim, a discussão sobre o livre arbítrio da vontade
conduz, e é ao mesmo tempo conduzida, à cisão do dogma cristão, à
separação entre Filosofia e Teologia e o início da modernidade.
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Referências
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