Arte, superstição e “filosofia” no Renascimento

Rogério Miranda de Almeida

Resumo


As reflexões deste artigo têm como objetivo principal mostrar que, à diferença do que se pensa habitualmente, o período do Renascimento foi marcado por uma atmosfera de magia, de superstição, de medo e angústia em face do destino e da morte. Trata-se, pois, de um período em que floresceram, ou refloresceram, as letras e as artes, mas não propriamente a ciência e a filosofia. Na verdade, a própria ciência e o que se poderia denominar filosofia — representada principalmente por duas correntes: a platônica, da Escola de Florença, e a aristotélica, da Universidade de Pádua — eram envolvidas por uma atmosfera de saber hermético e, consequentemente, eram lidas e estudadas a partir dessa perspectiva. Note-se ademais que, já na primeira metade do século XX, começaram a desenvolver-se novos estudos que vieram fazer ressaltar essa faceta pouco conhecida, ou negligenciada, do período renascentista. 

Texto completo:

PDF

Referências


ARISTÓTELES. La physique. Paris: Vrin, 1999.

BRÉHIER, É. Histoire de la philosophie: Antiquité et Moyen Âge. v. I. Paris: P.U.F.,

BURCKHARDT, J. Die Kultur der Renaissance in Italien. Stuttgart: Kröner, 2009.

CAMPANELLA, T. La Città del Sole. Torino: Enaudi, 1941.

CASSIRER, E. Dall’Umanesimo all’Illuminismo. Firenze: La Nuova Italia, 1995.

FOUCAULT, M. Histoire de la folie à l’âge classique. Paris: Gallimard, 1972.

HEGEL, G. W. F. Vorlesungen über die Geschichte der Philosophie. Werke 20, III.

Frankfurt am Main: Suhrkamp Taschenbuch, 1986.

KOYRÉ, A. Études d’histoire de la pensée scientifique. Paris: Gallimard, 1973.

PASCAL, B. Pensées. Paris: Garnier, 1964.

ROSSI, P. La nascita della scienza moderna in Europa. Roma-Bari: Laterza, 2000.

THODE, H. Franz von Assisi und die Anfänge der Kunst der Renaissance in Italien.

Berlin: G. Grote, 1885.

TILLICH, P. The Courage to Be. New Haven & London: Yale University Press,

WALSER, E. Gesammelte Studien zur Geistesgeschichte der Renaissance. Basel:

Benno Schwabe & Co., 1932.




DOI: http://dx.doi.org/10.7213/aurora.27.042.AO02

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Editora Universitária Champagnat

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.