A INTRODUÇÃO DA FANTASIA NA METAPSICOLOGIA FREUDIANA: A REALIZAÇÃO ALUCINATÓRIA DE DESEJO E O SIGNO DE REALIDADE

Clovis Eduardo Zanetti

Resumo


O artigo visa a uma análise introdutória da recepção teórica da fantasia na obra de Freud exposta na correspondência a Fliess de 21 de setembro de 1897. Desdobra as teses implícitas na afirmação de que a fantasia faz saber que no inconsciente não existe signo de realidade de modo que não se pode distinguir entre verdade e ficção. Localiza e circunscreve a problemática original em que esta afirmação se situa em relação à teoria do aparelho psíquico desenvolvida no texto “Projeto de uma psicologia” (1895). A referência de Freud às articulações deste texto permite sustentar a hipótese de que a fantasia encontra seus antecedentes teóricos e constitucionais na indistinção originária entre percepção e recordação presente nas realizações alucinatórias de desejo, e na compreensão do lugar e função desempenhada pelo signo de realidade neste primeiro momento da constituição psíquica humana.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/rfa.v17i20.3427

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