De que vida trata a Biopolítica? Considerações sobre a inversão foucaultiana da máxima aristotélica

Marcos Nalli

Resumo


Neste artigo pretendo refletir sobre o sentido da afirmação foucaultiana à máxima de Aristóteles de que o homem era um animal vivo capaz de existência política, enquanto no homem moderno é a sua vida que está em questão política. O que tentarei mostrar é que não se trata de uma inversão entre os termos da vida e da política, mas uma transformação radical da relação pela introdução de um elemento novo, a vida num enquadramento biológico.


Palavras-chave


Foucault. Aristóteles. Vida. Biopolítica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1980.5934.31.052.DS05

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