Michel Foucault e a analítica da finitude
DOI:
https://doi.org/10.7213/1980-5934.28.045.DS08Resumo
Em Les mots et les choses, Foucault (1996) procedeu, por meio da pesquisa arqueológica, a uma investigação acerca da constituição histórica dos saberes sobre o homem. Isso significa dizer que, na verdade, não se tratava de uma história das Ciências Humanas, mas de uma investigação na qual elas fossem tomadas como instituições, enquanto práticas ou discursos que definem o homem como objeto de um saber possível, a partir principalmente das ciências empíricas — biologia, economia política e filologia — que o analisam nas relações fundamentais com a vida, o trabalho e a linguagem; e, por outro lado, a reflexão filosófica que o admite como sujeito e fundamento de todas essas positividades. Com o objetivo de elaborar uma arqueologia das Ciências Humanas, caracterização a mais geral de Les mots et les choses, Foucault ponderou que o objetivo pretendido por essa análise não poderia decorrer simplesmente de uma história das ideias ou das ciências. Na verdade, o nível arqueológico de análise permitiu descobrir e avaliar os sistemas de saber subjacentes às três grandes fases do pensamento ocidental, convencionalmente chamadas pelo filósofo de Renascença, a Época Clássica e a Modernidade. No caso da Modernidade, Foucault a definiu como a Idade do Homem e procurou demonstrar de que modo nesta épistémè o homem é, ao mesmo tempo, sujeito e objeto total de seu próprio saber. Este é o problema ao qual se volta a crítica de Foucault à estrutura antropológico-humanista do pensamento moderno, que passamos a analisar neste artigo admitindo, para tanto, a indicação de um estudo dos modos de problematização e a centralidade que a analítica da finitude ocupa nesta tarefa filosófica de diagnosticar a atualidade.
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