O “DITO” E O “ESCRITO”

Márcio Alves da Fonseca

Resumo


O objetivo deste texto é refletir sobre a trama entre o “dito” do curso A Hermenêutica do sujeito e o “escrito” – que corresponde ao curso – posteriormente publicado na forma de livro e de suas traduções. Essa trama denota um certo estilo, característico daquilo que se mantém em aberto e expressa o “modo de ser” próprio de uma filosofia que pode ser compreendida enquanto “ensaio”, ou ainda uma forma de “exercício de si”. Na trama entre a fala pronunciada no curso e as palavras escritas que compõem o livro e suas traduções, percebe-se o esvaecimento da distinção rigorosa entre “forma” e “conteúdo”, característico dos trabalhos de Foucault.

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Referências


FOUCAULT, M. L’usage des plaisirs. Histoire de la sexualité. Paris: Gallimard, 1984. v. 2.

______. Polémique, politique et problématisations. In: ______. Dits et écrits. Paris: Gallimard, 1994a. v. 4, p. 591-598.

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_______. À propos de la généalogie de l’étique: un aperçu du travail en cours. In: DEFERT, D.; EWAL, F. (Org.). Dits et écrits. Paris: Gallimard, 1994c. v. 4, p. 609-631.

_______. L’herméneutique du sujet. Cours au Collège de France (1981-1982). Édition établie sous la direction de François Ewald et Alessandro Fontana, par Frédéric Gros. Paris: Gallimard/Seuil, 2001. (Coll. Hautes Études).




DOI: http://dx.doi.org/10.7213/rfa.v21i28.1141

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