Formação do professor de Filosofia: entre o ensino e a aprendizagem
DOI:
https://doi.org/10.7213/dialogo.educ.7215Resumo
Este texto procura desenvolver a seguinte questão: como pode ocorrer a formação do futuro professor, quando se tem como prerrogativa fundamental a aprendizagem daquele que será o aprendiz? Consideramos como recorrente na literatura acerca do “ensino de filosofia”, sustentada na obra de Gilles Deleuze, a centralidade do conceito de aprendizagem enquanto atividade do pensamento. Pensamento esse que se faz pela força violenta de signos que exigem sua atividade de decifração, de entendimento. O signo é compreendido como aquilo que força o pensar do sujeito. Entendido como atividade, o pensamento não mais é concebido como representação de algo que lhe é exterior, mas como atividade que organiza de forma diferente o que lhe chega com os signos. O signo, então, tem o “poder” de provocar novos rearranjos, gerando invenção a partir da multiplicidade. Coerente com o pensamento de Deleuze, afirma-se que o pensar está associado ao aprender e não ao ensinar. Seria, portanto, um contra-senso considerar uma pedagogia para ensinar a pensar. Problematizaremos esse contra-senso, pois, enquanto “formadores de futuros professores”, nosso desafio é provocar-lhes a pensar sobre a possibilidade de ensinar os alunos jovens a pensar filosoficamente nas aulas de filosofia do Ensino Médio.Downloads
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