EDUCAÇÃO DO CAMPO: PRÁTICA DO PROFESSOR EM CLASSE MULTISSERIADA

Maria Antônia de Souza, Fernando Henrique Tisque dos Santos

Resumo


A participação dos movimentos sociais do campo, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), na elaboração de uma educação orientada para seus interesses, é crescente desde a década de 1980, bem como a reivindicação da construção de escolas públicas em assentamentos de Reforma Agrária. Este trabalho é resultado da pesquisa que teve como intenção aprofundar a discussão sobre Educação do Campo no Brasil, em específico nos assentamentos de Reforma Agrária no Estado do Paraná, buscando compreender seus aspectos mediante análise da prática do professor em classe multisseriada. O estudo foi realizado na Escola Municipal Padre Ezequiel Ramin, localizada no assentamento Rio D’Areia de Cima, no município de Teixeira Soares, estado do Paraná. Os procedimentos metodológicos utilizados para a elaboração da pesquisa foram entrevistas com os assentados e com o professor, e observação em sala de aula. Foram estudadas obras que discutem os movimentos sociais do campo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Brasil e a educação do campo. Constatamos que a classe multisseriada se apresenta como uma possibilidade de produção de conhecimento, além de que sua estrutura permite a construção de relações sociais baseadas na tolerância e respeito ao diferente. A prática do professor não está dicotomizada da realidade socioeconômica dos seus alunos, havendo a preocupação com a formação humana. O professor vive o desafio de planejar os conteúdos e metodologias, tendo em mente as experiências e necessidades das crianças assentadas. Ele demonstra a atitude de compromisso social com as crianças e produção de conhecimentos na classe multisseriada.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.7213/rde.v7i22.4219

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