Desenhando currículos com a experiência da infância
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS08Palavras-chave:
Currículos, Infância, TempoResumo
O trabalho discute a força educadora dos modos singulares pelos quais os currículos da educação infantil ocasionalmente se traçam, de maneira especial, quando acolhem as potências de diferenciação que compõem os processos de subjetivação do ser da infância. Desenvolve-se destacando como as modalidades distintivas de tempo, experimentadas pela infância nos referidos processos de subjetivação (principalmente, no que diz respeito ao tempo Kairós e ao tempo Aión), podem desenhar aberturas para produção de movimentos educadores mais pujantes. Como resultado destaca que apesar da tentativa capitalística de controlar as determinações espaço-temporais que conformam os currículos da educação infantil, tentando impor-lhes a predominância/exclusividade do tempo Chrónos e de espaços que predeterminam as possibilidades do movimento; tal vontade de poder não consegue nunca eliminar a coexistência e a potência educadora de temporalidades outras, não dominantes; aptas inclusive a (re) significar os sentidos instituídos dos espaços escolares. Nestes termos, conclui que a influência dos tempos Kairós e Aión - imanentes à singularidade da experiência subjetiva da infância - podem engendrar possibilidades para a composição de currículos mais abertos ao ato de criação de um novo, e não apenas à apropriação do mundo que já existe. O estudo se elabora baseando-se conceitualmente na leitura Deleuzeana de Baruch Spinoza e Henry Bergson, bem como no trabalho de Suely Rolnik e Felix Guattari.
Palavras-chave: Currículos. Infância. Tempo.
Downloads
Traduções deste artigo
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Editora Universitária Champagnat

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










