Benedito Nunes, leitor de Clarice Lispector, ou o drama de habitar uma linguagem sitiada

Horacio Luján Martínez

Resumo


A indiscutível riqueza da obra de Clarice Lispector já deu lugar a inúmeras interpretações.Neste ensaio, pretendemos acompanhar a leitura que Benedito Nunes realiza, pensando a literatura da escritora brasileira atravessada por um “centro mimético”. O conceito de mimese, distinguindo-se das concepções clássicas pensadas por Platão e Aristóteles, apontará, na leitura de Nunes, para a dramaticidade vivenciada por meio da linguagem na sua tentativa de falar sobre o mundo e o “eu” que o descreve. Para fins de clareza, analisaremos, com essa categoria de “centro mimético”, três obras da autora que consideramos paradigmáticas: A cidade sitiada, A paixão segundo G.H. e A hora da estrela.

Texto completo:

PDF

Referências


BECKETT, S. Esperando Godot. Tradução de Ana M. Moix. Buenos Aires: Editorial Sol 90, 2003.

BECKETT, S. O inominável. Tradução de Ana Helena Souza. Prefácio de João Adolfo Hansen. São Paulo: Globo, 2009.

KRISTEVA, J. Los poderes de la perversión. Traducción de Nicolás Rosa e Viviane Ackerman. México, D.F.: Siglo XXI, 1980.

LISPECTOR, C. A cidade sitiada. Rio de Janeiro: Rocco, 1998a.

LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998b.

LISPECTOR, C. A via crucis do corpo. Rio de Janeiro: Rocco, 1998c.

LISPECTOR, C. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco, 2009a.

LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 2009b.

NUNES, B. A clave do poético. Organização de Victor Sales Pinheiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. 2. ed. São Paulo: Ática, 1989.

NUNES, B. O drama da linguagem: uma leitura de Clarice Lispector. 2. ed. São Paulo: Ática, 1995.




DOI: https://doi.org/10.7213/aurora.25.037.AO02

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Editora Universitária Champagnat

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.