A filosofia da linguagem na construção de um capitalismo humanista

Vanessa Hasson de Oliveira

Resumo


As discussões e orientações relativas à preservação do meio ambiente vêm sofrendo uma lenta e progressiva evolução que, entretanto, ainda é bastante superficial. Essa superficialidade é justificada pela diversidade de línguas que operam nessas discussões, por sua própria natureza multidisciplinar, dificultando a conversação. A tradução da problemática econômica em social ou natural ou destas em econômica é impossível, restando como solução a produção de novos conhecimentos, por meio do estabelecimento de uma profunda conversação que possibilite a inauguração de uma nova cultura: aquela da preservação ambiental. O presente trabalho pretende, a partir da filosofia da linguagem, desenvolver um raciocínio de aproximação entre as diversas disciplinas que compõem as discussões acerca das questões que envolvem a proteção do meio ambiente, com base na conversação e na poética criadora. Em conclusão, propõe-se a adoção de metodologias cognitivas que tenham por fundamento o alcance do espírito do homem, como forma determinante na mudança de paradigmas e atitudes internas que coincidam com o giro do mundo naturalmente posto.

Palavras-chave


Meio ambiente. Capitalismo humanista. Filosofia da linguagem.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/rev.dir.econ.socioambienta.02.002.AO01

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