Profissionais de Saúde no Contexto de Abuso Sexual Infantojuvenil: Uma Revisão de Escopo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.124.AO15

Resumo

A violência sexual infantojuvenil é um grave problema de saúde pública, cujas consequências se estendem tanto para as vítimas quanto para os profissionais que atuam diretamente no atendimento desses casos. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo mapear a literatura sobre o impacto psicológico vivenciado por profissionais de saúde que lidam com crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual, além de identificar as estratégias de enfrentamento adotadas para minimizar esses efeitos. Para isso, foi realizada uma revisão de escopo seguindo as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e do protocolo PRISMA-ScR. Foram incluídos estudos observacionais e interventivos publicados nos últimos dez anos, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os resultados evidenciaram que a exposição contínua a relatos traumáticos pode levar a consequências como fadiga por compaixão, burnout e trauma vicário, impactando a qualidade de vida e o desempenho profissional. Além disso, verificou-se que a existência de suporte institucional, treinamento adequado, supervisão profissional e redes de apoio são fatores fundamentais para reduzir os efeitos negativos da atuação nesse contexto. Conclui-se, portanto, que a implementação de estratégias preventivas e o fortalecimento das condições de trabalho são essenciais para a promoção da saúde mental dos profissionais envolvidos, garantindo um atendimento mais humanizado e eficaz às vítimas.

Palavras-chave: trabalhando com vítimas; profissionais de saúde; violência sexual infantil e adolescente.

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Biografia do Autor

Maria Gabrielly Bernardino Rocha, Faculdade Pernambucana de Saúde

Discente de Psicologia na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), com experiência como estagiária no Centro Especializado em Apoio Multidisciplinar (CEAM) nas áreas de Recrutamento e Seleção. Já atuou como monitora na disciplina de Oficina de Psicologia Jurídica na FPS, bem como no Laboratório de Observação das Relações Pais-Bebês. Seus interesses de pesquisa incluem temas relacionados aos aspectos infantojuvenis impactados pela violência, à saúde mental de profissionais em contextos de violência, e ao desenvolvimento infantil. Atualmente, atua como estagiária no setor neonatal do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira. 

Joana D' arc Oliveira de Mendonça, Faculdade Pernambucana de Saúde

Discente de Psicologia da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Estagiária em Avaliação Psicológica no Laboratório de Avaliação Psicológica do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP). Participante do GT Envelhecimento e GT de Neuropsicologia Hospitalar do comitê Jovem da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (gestão 24-26), liderado pela vice presidente da SBNp Laiss Bertola e Nicolle Zimmermann, respectivamente. Possui Iniciação Científica ativa no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira IMIP. Participante do Ambulatório de Neurologia Cognitiva e Psicogeriatria (HC-UFPE). Adicionalmente, participa do Núcleo de Estudos em Cognição Social (UNIFESP). Atua na Comissão de Relação com as Instituições de Ensino Superior (IES) da Associação de Terapias Cognitivas de Pernambuco (ATC-PE). É representante discente no Núcleo de Internacionalização e Mobilidade Acadêmica da Faculdade Pernambucana de Saúde. Realiza pesquisas na área da neuropsicologia, saúde mental, neurobiologia dos transtornos psiquiátricos, intervenções clínicas baseadas nas terapias cognitivo-comportamentais, neurologia, neuropsiquiatria e temas transversais. 

Rebeka Rodrigues Martins Pereira Coriolano, Faculdade Pernambucana de Saúde

Psicóloga graduada pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) e especialista em Neuropsicologia pela Faculdade ESUDA. Atua como psicóloga hospitalar no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), com ênfase no Centro de Atenção aos Defeitos da Face (CADEFI) e no setor Neonatal. Exerce a função de tutora do curso de graduação em Psicologia da FPS, contribuindo ativamente para a formação acadêmica e clínica de estudantes. É também preceptora da Residência Uniprofissional em Psicologia Hospitalar e de estagiários concluintes do curso de Psicologia da mesma instituição.Possui experiência nas áreas de Psicologia Escolar e Psicologia Social, com atuação no Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) durante estágio curricular obrigatório. Tem interesse nas seguintes linhas de pesquisa: anomalias craniofaciais, fadiga por compaixão, saúde mental hospitalar, adolescência, ansiedade, educação sexual, neuropsicologia do desenvolvimento, psicopatologias da infância e adolescência, e psicofarmacologia.

Luciana Cristina Amaral Ferreira, Faculdade Pernambucana de Saúde

Mestranda em Psicologia da Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde; Especialista Impactos da Violência na Escola pela FIOCRUZ; Graduada em Psicologia pela Faculdade Pernambucana de Saúde de Pernambuco; Preceptora do Programa de Residência Uniprofissional e Psicologia Clínica e Hospitalar do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - IMIP; Supervisora dos estagiários de Psicologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - IMIP; Integrante da Comissão de Violência do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - IMIP; Suplente da Rede de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente em Pernambuco ; Docente titular do curso de Graduação em Psicologia da Faculdade Pernambucana de Saúde - FPS.Interesse em pesquisa na temática de crianças, adolescentes e suas famílias em situação de violência

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Publicado

2026-03-30

Como Citar

Bernardino Rocha, M. G., Oliveira de Mendonça, J. D. arc, Martins Pereira Coriolano, R. R., & Amaral Ferreira, L. C. (2026). Profissionais de Saúde no Contexto de Abuso Sexual Infantojuvenil: Uma Revisão de Escopo. Psicologia Argumento, 44(124), 1585–1601. https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.124.AO15