Aspectos emocionais na formação clínica: vivência afetiva do estagiário frente ao vínculo intersubjetivo

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DOI:

https://doi.org/10.7213/psicolargum.43.123.AO08

Resumo

O artigo apresenta um estudo qualitativo que analisa as vivências emocionais de estagiários de Psicologia durante a atuação clínica supervisionada, destacando como essas experiências impactam sua formação profissional. A pesquisa, de abordagem fenomenológica interpretativa, buscou compreender como o vínculo intersubjetivo com os pacientes influencia o desenvolvimento da identidade terapêutica dos aprendizes. A partir de entrevistas com quatro estagiários, emergiram três temas principais: os aspectos emocionais na formação, a vivência intersubjetiva no vínculo terapêutico e o papel da supervisão. Os participantes relataram sentimentos recorrentes de insegurança, ansiedade e medo, especialmente no início da prática clínica, os quais, embora desafiadores, foram reconhecidos como catalisadores de crescimento. A relação com os pacientes revelou-se profundamente afetiva, envolvendo empatia, identificação e troca emocional, exigindo do estagiário habilidades de autorregulação e autoconhecimento. A supervisão surgiu como espaço essencial de acolhimento e aprendizado, embora também tenha sido percebida como ambígua em alguns relatos, quando marcada por julgamentos. O estudo conclui que a formação do psicoterapeuta vai além da aquisição técnica, requerendo sensibilidade às próprias emoções e à intersubjetividade presente na prática clínica. Assim, reforça-se a necessidade de instituições de ensino criarem espaços de suporte emocional para os estagiários, promovendo uma formação mais ética, reflexiva e humana.

Palavras-chave: formação profissional; intersubjetividade; emoções; prática clínica.

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Publicado

2026-01-08

Como Citar

Holanda, V. K. S., Rodrigues, F. E. T., Pinheiro, J. P., El Khouri, M. M., & Rocha, A. S. (2026). Aspectos emocionais na formação clínica: vivência afetiva do estagiário frente ao vínculo intersubjetivo . Psicologia Argumento, 43(123). https://doi.org/10.7213/psicolargum.43.123.AO08