Estudo clínico-epidemiológico de 41 casos de pitiose equina ocorridos na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, Brasil

Inácio Silva Viana, Francielli Pereira Gobbi, Marcos Aurélio Dias Meireles, Gabriela Bravim Lemos, Paula Alessandra Di Filippo

Resumo


Foram revisados os dados de quarenta e um casos de pitiose atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, nos anos de 2012 a 2018. Os animais eram provenientes dos municípios de Campos dos Goytacazes (31/41; 75,6%), São João da Barra (07/41; 17,0%), São Francisco do Itabapoana (02/41; 4,8%) e São Fidélis (1/41; 2,4%). Vinte animais (48,7%) não possuíam raça definida, onze (26,8%) eram Mangalarga Marchador, oito (19,5%) Quarto de Milha, um (2,4%) Paint Horse e um Apalusa (2,4%), sendo as fêmeas mais acometidas (24/41; 58,5%). A maioria dos casos ocorreu durante ou após períodos chuvosos e se concentraram nos meses de janeiro e fevereiro. Dentre dos animais acometidos, trinta e sete sobreviveram e quatro foram submetidos à eutanásia. O tempo médio entre a ocorrência da lesão e o atendimento hospitalar variou de quatro dias a oito meses. O longo período necessário para tratamento associado ao seu alto custo foi apontado pelos proprietários como o principal fator limitante (26/41; 63,4%). Conclui-se que o sucesso no tratamento pode ser alcançado de diferentes protocolos farmacológicos associados ou não a ressecção cirúrgica, no entanto, o diagnóstico precoce, o tempo de desenvolvimento da doença e a extensão e local de acometimento, influenciam no índice de recuperação dos animais.

Palavras-chave


formigueiro, doença da moda, cavalo, pseudofungo

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.7213/2596-2868.2020.18001

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2020 Editora PUCPRESS