Revista Acadêmica Ciência Animal

 

A Revista Acadêmica Ciência Animal é uma publicação de fluxo contínuo vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (PPGCA) da PUCPR, cujo objetivo pauta-se na divulgação de trabalhos originais de pesquisa destinados à área de Ciência Animal (Medicina Veterinária, Zootecnia, Ciência e Tecnologia de Alimentos de Origem Animal).

A revista adota o sistema de revisão por pares (peer review) e não cobra taxa de submissão ou publicação.

ISSN anterior: 1981-4178

Informamos que a classificação QUALIS Quadriênio 2013 da Revista Acadêmica Ciência Animal foi B4 na área de Medicina Veterinária e que o comitê de avaliação da CAPES fará a correção no sistema.

 

v. 18 (2020): n. cont.


edição 2020 já está disponível e as submissões estão abertas o ano todo.

As modalidades de publicação estão distribuídas em artigo, comunicação curta, nota técnica, relato de caso e revisão. Para mais informações, verifique as diretrizes para autores

Para acessar as publicações de 2019 e demais edições, clique aqui.


Notícias

 

Highlight negative results to improve science

 

By Devang Mehta, via Nature.


Data from a 2012 study of more than 4,000 published papers show that scientific literature as a whole is trending towards more positivity. The study’s author, Daniele Fanelli, found that the frequency at which papers testing a hypothesis returned a positive conclusion increased by more than 22% from 1990 to 2007. By 2007, more than 85% of published studies claimed to have produced positive results. Fanelli concluded that scientific objectivity in published papers is declining.

When negative results aren’t published in high-impact journals, other scientists can’t learn from them and end up repeating failed experiments, leading to a waste of public funds and a delay in genuine progress. At the same time, young scientists like me are bombarded with stories only of scientific success, at conferences and in journals, leading to an exacerbation of ‘imposter syndrome’ when our own work doesn’t match these expectations.

The pressure to publish a positive story can also lead scientists to spin their results in a better light, and, in extreme instances, to commit fraud and manipulate data. In fields such as biotechnology and genomics, social scientists have already pointed out that hyping up the science could foster unrealistic expectations in an already sceptical public, counter-intuitively leading to greater distrust when real-world advances come at a slower pace.

The problem is worsened by funding agencies that reward only those researchers who publish positive results, when, in my view, it’s the scientists who report negative results who are more likely to move a field forward.

We need reviewers and publishers to commit to publishing negative results in their journals. We need academic conferences to embrace honest discussions of failed experiments. We need funding agencies to support scientists who produce sound negative results. And, as scientists, we must acknowledge that all important work should be recognized, irrespective of its outcome.



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Publicado: 2020-02-20
 

Novo estudo: termografia no acompanhamento de cavalos atletas

 



Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (PPGCA) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e de coautoria de dois coeditores da Revista Acadêmica Ciência Animal, Profs. Pedro Michelotto e Gervásio Bechara, foi recém-publicada no Journal of Equine Veterinary Science. O estudo demonstra o uso da termografia infravermelha no acompanhamento de cavalos de corrida em treinamento e seu valor preditivo, possibilitando entender e antecipar alterações musculoesqueléticas relacionadas à adaptação ao treinamento.

O artigo intitulado Infrared thermography applied to monitoring musculoskeletal adaptation to training in Thoroughbred race horses pode ser acessado na íntegra em: https://doi.org/10.1016/j.jevs.2020.102935

 
Publicado: 2020-01-29
 

Resistência à ciência

 

via Pesquisa FAPESP





A ciência vive uma crise de confiança. Em sociedades polarizadas, nas quais notícias falsas e teorias da conspiração se propagam com rapidez pelas redes sociais, o conhecimento científico tornou-se alvo frequente de ataques que reverberam em grupos com crenças ou interesses políticos ou econômicos contrariados – ou simplesmente com baixo letramento. Os efeitos desse fenômeno estão ressaltados em um levantamento publicado em julho e realizado em 144 países, inclusive no Brasil, para conhecer a visão, o interesse e o grau de informação sobre assuntos ligados à ciência e tecnologia (C&T). Executado pelo Instituto Gallup por encomenda da organização britânica Wellcome Trust, o estudo ouviu mais de 140 mil pessoas e verificou que, no caso dos brasileiros, 73% desconfiam da ciência e 23% consideram que a produção científica pouco contribui para o desenvolvimento econômico e social do país. Tal nível de descrédito não é uma exclusividade do Brasil e afeta nações desenvolvidas como França e Japão, onde 77% dos entrevistados também declaram desconfiar da ciência.

O relatório
Wellcome global monitor constatou ainda que a percepção e o engajamento dos brasileiros em relação à ciência são influenciados por crenças religiosas. Quase metade dos entrevistados disse que “a ciência em algum momento foi contra minhas convicções religiosas”, e, nesse grupo, três quartos afirmaram que “quando ciência e religião discordam, escolho a religião”. Tendência semelhante foi observada nos Estados Unidos, onde a ciência em algum momento confrontou as concepções religiosas de 59% dos entrevistados - destes, 60% ficaram com a religião.


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Publicado: 2020-01-27
 

Are scientific editors reliable gatekeepers of the publication process?

 

By Richard B. Primack, Danielle Descoteaux, Vincent Devictor, Laurent Godet and Lucy Zipf, via Elsevier.



The scientific community assumes the publication process is reliable and fair, with the best papers being published only after rigorous review. Scientific editors act as “gatekeepers” in this publishing process, deciding whether a paper is even sent out for peer review, or alternatively “desk rejected”, that is returned to the author without peer review. While the review process has been extensively investigated - for example to determine reviewer consistency, and whether reviewers exhibit gender bias - as far as we know, the topic of editor consistency has never been experimentally examined. Do editors make arbitrary decisions on which papers to send out for review and which ones to desk reject? Or is there consistency in what editors decide to do?

We addressed these questions in respect of manuscripts submitted to the journal Biological Conservation, and the results of our study were recently published in the journal. We are reasonably confident, however, that the results are likely to apply to other scientific journals.

Overall, we found that editors are reasonably consistent in their decisions to send a paper out for review, or to desk reject it, and that they agreed with past decisions. However, disparities in agreement with decisions reveal the unsurprising subjectivity editors bring to the process. We are pleased that this study has demonstrated a significant degree of consistency in the peer review system in the area of editorial decision-making, but we see some room for improvement. One way in which we believe the process could be reinforced is by encouraging editors to seek the opinion of one or two additional editors before making a decision on papers that are not obvious candidates for either review or rejection. Whilst this would slow down the decision process for these papers, it seems reasonable that doing so would add an additional layer of rigor to the decision-making.


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Publicado: 2020-01-23
 

Avaliação por pares não é apenas controle de qualidade, é parte integrante da infraestrutura social da pesquisa

 

Por Flaminio Squazzoni, via SciELO.



A avaliação por pares tem uma péssima fama nas mídias sociais e na imprensa. Digite “avaliação por pares é…” na pesquisa do Google e entre os primeiros resultados encontrados está “a avaliação por pares está falida”. Parece que a avaliação por pares é agora um dos meios mais populares através do qual a frustração acadêmica encontra uma maneira de se expressar. A hipercompetição e a cultura dominante de “publique ou pereça” (publish or perish) na academia não ajudam.

Acredito que isso também revela um profundo mal-entendido sobre o que realmente é esta instituição. Por exemplo, a visão geral é de que a avaliação por pares é um mecanismo de triagem de qualidade para os periódicos acadêmicos e é frequentemente estudada como tal. Em resumo, se os manuscritos tivessem uma qualidade objetiva intrínseca, pareceristas e editores precisariam ser suficientemente inteligentes, desinteressados e imparciais para reconhecê-la. 


No entanto, a avaliação por pares também é algo mais, se não algo completamente diferente, em primeira instância. Além de ser um dispositivo de controle de qualidade, a avaliação por pares é um esforço distribuído para reconhecer e aumentar o valor dos manuscritos e, portanto, é inerentemente “construtivo”. É simultaneamente um contexto no qual especialistas desenvolvem, adaptam e impõem padrões de julgamento, uma forma de conexão e cooperação (direta e indireta), um discurso disciplinado e mediado entre especialistas (geralmente não relacionados) em um ambiente “seguro” (embora muitas vezes desorganizado e ambíguo). E, portanto, é inerentemente “social”. Se isso for verdade, a avaliação por pares não pode ser vista como um “jogo de adivinhação” sobre a qualidade objetiva dos manuscritos. Ao contrário de uma ação, como pessoas que adivinham o peso de um boi, que tanto fascinou o cientista britânico Francis Galton no início dos anos 1900, não há peso ou valor pré-estabelecido e inequívoco que possa ser atribuído a um trabalho de pesquisa.


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Original in English here.

 
Publicado: 2020-01-23
 

Verificação CRediT - Devemos adotar ferramentas para diferenciar as contribuições em trabalhos acadêmicos?

 

Por Elizabeth Gadd, via SciELO.



Incluir seu nome em um artigo de periódico é o prêmio máximo para um acadêmico aspirante. Não apenas ele inclui o artigo em seu currículo (que pode literalmente ser dinheiro no banco), mas uma vez incluído, todas as citações subsequentes são acumuladas para cada coautor igualmente, independentemente da natureza de sua contribuição.

No entanto, como demonstra este tweet, ter seu nome incluído em um artigo de periódico não é o mesmo que ter (a) feito a maior parte da pesquisa e/ou (b) ter realmente escrito o artigo de periódico. E há muita frustração sobre falsas reivindicações de crédito. A autoria concedida, autoria fantasma, autoria comprada e discussões sobre a ordem dos autores em uma publicação são frequentes. Para resolver estes problemas, há orientações úteis de organizações como o International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE), a British Sociological Association e o Committee on Publication Ethics (COPE) sobre o que constitui autoria. Talvez o mais significativo seja que, em 2014, presenciamos o lançamento da Taxonomia da Função de Contribuidor CASRAI (CASRAI’s Contributor Role Taxonomy), CRediT.

O CRediT tem por objetivo garantir que todos aqueles atribuídos em um artigo sejam reconhecidos por sua contribuição. Como tal, vai um passo além da orientação e fornece uma maneira estruturada para os autores declararem suas várias contribuições. Ele lista 14 funções de contribuidor, algumas das quais você pode antecipar (redação, análise) e outras que você pode não conhecer (como, por exemplo, prover recursos de estudo e administrador de projeto). E, embora não impeça que alguém seja nomeado quando não deveria nomeado, nem garanta que todos sejam nomeados como deveriam ser nomeados, torna as omissões um pouco mais difíceis – e por isso foi altamente elogiado.

Entretanto, ainda tenho algumas perguntas sobre o CRediT.


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Original in English here.

 
Publicado: 2020-01-23
 
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