Comportamento ingestivo de vacas nulíparas com diferentes pelagens em pastagem nativa no Rio Grande do Sul
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-4178.2018.161003Palavras-chave:
Bem-estar. Ruminação. Pastejo. Sombra.Resumo
O experimento foi conduzido em propriedade particular, localizada na região dos Campos de Cima da Serra, no município de Monte Alegre dos Campos/RS, com o objetivo de avaliar o comportamento ingestivo de vacas nulíparas. Os animais foram manejados em uma área de pastagem nativa durante o mês de janeiro de 2017. Os tratamentos resultaram na combinação fatorial (3 x 3), de três colorações de pelagem (vermelha, baia e preta) e três turnos de avaliação (manhã, meio-dia e tarde) dispostos em um delineamento inteiramente casualizado, com três repetições. Para as avaliações foram utilizadas nove fêmeas bovinas com tendência racial europeia e peso corporal médio de 450 kg. As observações foram realizadas através da técnica do etograma, com duração de 10 horas, sendo feitas de 10 em 10 minutos em período diurno, durante quatro dias consecutivos. As variáveis avaliadas foram: os tempos despendidos com pastejo, ruminação, caminhada, ócio, bebendo água, urinando/defecando, permanência na floresta e busca pela sombra. O comportamento ingestivo foi dividido em 41% pastando, 29,5% ruminando, 13,2% em ócio, 6,5% caminhando, 0,8% ingerindo água e 9% do tempo as vacas nulíparas passaram na floresta. A pelagem e o turno influenciaram significativamente (p < 0,05) o comportamento ingestivo dos animais, sendo que o turno influenciou os comportamentos de pastejo, ruminação, ócio, permanência na floresta e caminhada, enquanto a pelagem influenciou os comportamentos de pastejo, ruminação e permanência na sombra. Os animais tendem a diminuir a ingestão de alimento e aumentar a taxa de ruminação no turno do meio-dia, sendo que os de pelagem preta iniciam essas atividades antes e são os animais que mais procuram a sombra durante o dia.