A Mercantilização dos Transtornos Mentais: vicissitudes e desafios da saúde mental nas Redes Sociais

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DOI:

https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.124.AO01

Resumo

Este artigo tem como objetivo principal refletir sobre o processo de mercantilização da saúde mental no campo das redes sociais. Através de pesquisa teórica, foi possível observar nas redes sociais a difusão de discursos patologizantes, medicalizantes, psiquiatrizantes, primordialmente ancorados no materialismo biológico para configuração de um mercado da saúde mental que capitaliza a produção de adoecimento através da veiculação repetitiva e exacerbada de determinadas informações sobre transtornos psiquiátricos. No campo das redes sociais estrutura-se um Complexo Industrial dos Transtornos Mentais, cuja força motriz são os dispositivos/plataformas de comunicação virtual. Esta proposta é parte de uma pesquisa mais ampla de pós-doutorado, através da qual foi verificada a magnitude dos impactos das redes sociais no campo da saúde mental. A transversalidade e a transdisciplinaridade deste estudo possibilitam alcançarmos dispositivos cruciais para a construção de uma ética do cuidado plural, sob a perspectiva da Atenção Psicossocial, com vistas a ultrapassar os registros da medicalização, patologização e mercantilização de diagnósticos difundidos e explorados nas redes sociais.

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Biografia do Autor

Luciana Jaramillo Caruso de Azevedo, PUC-Rio

Especialista em psicoterapia de família e casal (PUC-Rio)
Mestre em psicologia clínica (PUC-Rio)
Doutoranda em psicologia clínica PUC-Rio

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Publicado

2026-03-30

Como Citar

de Azevedo, L. J. C. (2026). A Mercantilização dos Transtornos Mentais: vicissitudes e desafios da saúde mental nas Redes Sociais. Psicologia Argumento, 44(124), 1357–1367. https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.124.AO01