Para cada mal há um remédio? A medicalização do luto relacionada à pandemia da Covid-19

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.124.AO06

Resumo

Este artigo tem por objetivo discutir as experiências de mulheres atendidas na Atenção Primária à Saúde (APS), em relação ao luto e consumo de psicofármacos durante a pandemia da Covid-19. Para isso, foi realizado um breve retorno ao movimento de medicalização e sua expressão antecedente ao período pandêmico, com intuito de discutir como o medicamento psiquiátrico adentrou a realidade das pessoas e o lugar que ele passou a ocupar, seja como estratégia de manejo e cuidado em saúde mental ou mesmo de entendimento e vivência do processo de sofrimento que advém do luto. Fruto da dissertação da primeira autora, ancorada na pesquisa participante, possui relato das mulheres entrevistadas para a realização do trabalho. A inserção em campo se deu pela Atenção Primária à Saúde (APS), concomitantemente a realização de visitas domiciliares junto às Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), realização de Roda de Conversa (RC), relato em Diário de Campo (DC) e caminhadas comunitárias, que levaram ao conhecimento das histórias de vida das mulheres convidadas a compor o estudo. Após a análise dos relatos, é possível conceber o lugar que o psicofármaco ocupa como estratégia de manejo do sofrimento, incluindo o que advém do processo de luto, e como a vivência de perdas durante a crise sanitária ainda está em processo de assimilação e entendimento.

Palavras-chave: Pandemia, Covid-19, Psicotrópico, Gênero, Luto.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernando Santana de Paiva, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Professor de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) do Departamento de Psicologia da UFJF, residente em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.

Downloads

Publicado

2026-03-30

Como Citar

Maria Batista, T., & Santana de Paiva, F. (2026). Para cada mal há um remédio? A medicalização do luto relacionada à pandemia da Covid-19. Psicologia Argumento, 44(124), 1431–1447. https://doi.org/10.7213/psicolargum.44.124.AO06