Acompanhamento psicoterapêutico como recurso na prevenção do abuso sexual nos casos de pedofilia

Gabriela Pedro Bom

Resumo


A pedofilia é um transtorno que se caracteriza por uma preferência sexual por crianças ou pré-púberes do sexo feminino, masculino ou ambos. Sua etiologia ainda é incerta e até o momento não há cura, no entanto, estuda-se como tratar sujeitos que possuem esse transtorno a fim de prevenir o abuso sexual infantil. Esse estudo objetiva compreender o papel do acompanhamento psicoterapêutico de pedófilos para a prevenção do abuso sexual infantil em diferentes estudos internacionais. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa que realizou uma leitura do estado da arte de artigos eletrônicos da língua inglesa entre os anos 2012 e 2020. Conclui-se que, apesar de um campo do conhecimento que carece de embasamento e pesquisa científica, estudos publicados — em sua maioria executados pela perspectiva da psicologia cognitiva comportamental e familiar sistêmica — oferecem uma visão otimista sobre a eficácia do acompanhamento psicoterapêutico na prevenção do abuso sexual nos casos de pedofilia.


Palavras-chave


Pedofilia; Tratamento; Prevenção; Psicologia;

Texto completo:

PDF

Referências


American Psychiatric Association. (2014). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais DSM-5. (5ªed). Porto Alegre: Artmed.

Azizian, A., Hutton, S., Hughes, D., Sreenivasan, S. (2015). Cognitional Impairment: Is There a Role for Cognitive Assessment in the Treatment of Individuals Civilly Committed Pursuant to the Sexually Violent Predator Act?. Sexual Abuse: A Journal of Research and Treatment. 1–15. DOI: 10.1177/1079063217697132

Bach, M. H., Demuth, C. (2019): Therapists’ Personal Experiences in Their Work with Clients Who Have Sexually Offended against Children: A Phenomenological Study. Journal of Child Sexual Abuse, DOI: 10.1080/10538712.2019.1592273

Baumeister, R. F., Leary, M. R., (1997) Writing Narrative Literature Reviews. Reviews of General Psychology. Vol. 1, No. 3, 311-320.

Beier, K. M., Grundmann, D., Kuhle, L. F., Scherner, G., Konrad, A., Amelung, T. (2014) The German Dunkelfeld Project: A Pilot Study to Prevent Child Sexual Abuse and the Use of Child Abusive Images. Department of Health and Human Sciences, Institute of Sexology and Sexual Medicine, Charité—Universitätsmedizin Berlin, Berlin, Germany. DOI: 10.1111/jsm.12785

Blagden, N. J., Mann, R., Webster, S., Lee, R., Williams, F., (2017). “It’s Not Something I Chose You Know”: Making Sense of Pedophiles’ Sexual Interest in Children and the Impact on Their Psychosexual Identity. Sexual Abuse: A Journal of Research and Treatment, 1-27. DOI: 10.1177/1079063217697132

Conselho Federal De Psicologia. (2005). Resolução CFP Nº 010/05. Recuperado de https://crppr.org.br/wp-content/uploads/2018/10/codigo_de_etica.pdf

Organização Mundial da Saúde. (1997). Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID-10. 10. rev. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1997.

Grønnerød, C.; Grønnerød, J. S.; Grøndahl, P.; (2014). Psychological Treatment of Sexual Offenders Against Children: A Meta-Analytic Review of Treatment Outcome Studies. TRAUMA, VIOLENCE, & ABUSE 1-11ª The Author(s) 2014 Reprints and permission: sagepub.com/journalsPermissions.nav DOI: 10.1177/1524838014526043 tva.sagepub.com

Hornor, G., Zeno, R., (2018). Child Sexual Abuse Perpetrators: What Forensic Nurses Need to Know. Journal Forensic Nursing, Vol.14, n.4. DOI: 10.1097/JFN.00000000000002

Hulme, P. A., Middleton, M. R., (2013). Psychosocial and Developmental Characteristics of Civilly Committed Sex Offenders. Issues in Mental Health Nursing, 34:141–149. DOI: 10.3109/01612840.2012.732193

Jahnke, S., Schmidt, A. F., Geradt, M., Hoyer, J. (2015). Stigma-Related Stress and Its Correlates AmongMen with Pedophilic Sexual Interests. Arch Sex Behav. DOI 10.1007/s10508-015-0503-7

Jones, K. (2004). Mission Drift in Qualitative Research, or Moving Toward a Systematic Review of Qualitative Studies, Moving Back to a More Systematic Narrative Review. The Qualitative Report, 9 (1), 95-112.

Kim, B., Benekos, P. J., Merlo, A. V., (2015) Sex Offender Recidivism Revisited: Review of Recent Meta-analyses on the Effects of Sex Offender Treatment. TRAUMA, VIOLENCE, & ABUSE 1-13. DOI: 10.1177/1524838014566719

Knack, N., Winder, B., Murphy, L., Fedoroff, P. (2019). Primary and secondary prevention of child sexual abuse. International Review of Psychiatry, DOI: 10.1080/09540261.2018.1541872

Lasher, M. P., Stinson, J. D. (2016). Adults with Pedophilic Interests in the United States: Current Practices and Suggestions for Future Policy and Research. Arch Sex Behav. DOI 10.1007/s10508-016-0822-3

Lei nº 12.015, de 7 de agosto de 2009. (2009, 7 de agosto). Dispõe sobre constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. Brasília, DF: Presidência da Repúplica: Casa Civil. Subchefia para assuntos jurídicos. Recuperado em https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?tipo=LEI&numero=12015&ano=2009&ato=13fQTWU90dVpWTaaf

Lei nº 11.829, de 25 de novembro de 2008. (2008, 25 de novembro). Altera a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente, para aprimorar o combate à produção, venda e distribuição de pornografia infantil, bem como criminalizar a aquisição e a posse de tal material e outras condutas relacionadas à pedofilia na internet.. Brasília, DF: Presidência da República: Casa Civil. Subchefia para assuntos jurídicos. Recuperado em https://legislacao.presidencia.gov.br/ficha?/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.829-2008&OpenDocument

Levenson, J. S., Grady, M. D. (2018). Preventing Sexual Abuse: Perspectives of Minor- Attracted Persons About Seeking Help. Sexual Abuse 2019, Vol. 31(8) 991–1013. DOI: 10.1177/1079063218797713

Levenson, J. S., Willis, G. M., Vicencio, C. P. (2017). Obstacles to Help-Seeking for Sexual Offenders: Implications for Prevention of Sexual Abuse. Journal of Child Sexual Abuse, 26:2, 99-120, DOI: 10.1080/10538712.2016.1276116

Lievesley, R., Harper, C. A., Elliott, H. (2020). The Internalization of Social Stigma Among Minor‑Attracted Persons: Implications for Treatment. Archives of Sexual Behavior. https://doi.org/10.1007/s10508-019-01569-x

Marx, C. M., Tibubos, A. N., Brähler, E., Beutel, M. E. (2020). Experienced Childhood Maltreatment in a Sample of Pedophiles: Comparisons With Patients of a Psychosomatic Outpatient Clinic and the General Population. International Society for Sexual Medicine. https://doi.org/10.1016/j.jsxm.2020.01.019

Parr, J., Pearson, D. (2019): Non-Offending Minor-Attracted Persons: Professional Practitioners’ Views on the Barriers to Seeking and Receiving Their Help. Journal of Child Sexual Abuse, DOI: 10.1080/10538712.2019.1663970

Rother, E. T. (2007). Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, 20(2), v-vi. https://doi.org/10.1590/S0103-21002007000200001

Vosgerau, D. S. R.; Romanowski, J. P. (2014). Estudos de revisão: implicações conceituais e metodológicas. Rev. Diálogo Educ., Curitiba, v. 14, n. 41, p. 165-189.




DOI: https://doi.org/10.7213/psicolargum39.106.AO04

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2021 Editora Universitária Champagnat