Plantas em casa – ter ou não ter? Eis a questão

Sandra Christina Gressler, Danielle Coenga

Resumo


A relação do ser humano com a natureza é alvo de estudos com as mais variadas abordagens. Podemos salientar a existência de poucas pesquisas sobre o papel das plantas nos ambientes construídos. Essas questões são importantes uma vez que a cinquenta por cento da população mundial se encontra residindo em cidades, sendo que as atividades diárias como o trabalho, o descanso e a recreação ocorrem primordialmente no ambiente construído. O presente estudo tem como base um questionário com perguntas abertas e fechadas, realizado em um evento público de comemoração ao dia do trabalho (n=100). As análises foram efetuadas, com o auxilio do software EVOC 2000. Foram utilizadas duas questões de evocação que compuseram o estudo, considerando os motivos que levam/levaria as/os participantes a ter plantas e a não ter plantas. Visando conhecer as diferenças e semelhanças das evocações em função das variáveis, os dados foram analisados com o auxílio dos subprogramas SELEVOC e COMPLEX. Os resultados foram cotejados com diferentes explicações teóricas. Em suma, os principais motivos para possuir plantas no ambiente construído estão ligados ao estímulo visual, a qualidade do ar, a percepção das plantas como elementos restauradores e a utilidade das plantas. Como os principais motivos para não se possuir plantas são o tempo (gasto e/ou necessário), os cuidados exigidos, o espaço necessário e fatores aversivos como a dengue. Esse estudo exploratório pode contribuir com pesquisas futuras com diferentes abordagens.

Palavras-chave


Plantas; seres humanos; residências; psicologia ambiental

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DOI: https://doi.org/10.7213/psicol.argum.35.89.AO04

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