Clarice Lispector: escrita e silêncio

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DOI:

https://doi.org/10.7213/2175-1838.13.espec.DS09

Palavras-chave:

Clarice Lispector, Silêncio, Escrita, Errâncias

Resumo

Este trabalho visa um estudo hermenêutico da problemática do silêncio na obra de Clarice Lispector, a partir de uma intersecção entre Filosofia e Literatura. Já evidenciado pela crítica ser o silêncio uma questão chave em sua obra (Benedito Nunes, 1989), tipificando uma inquieta e persistente busca pelo inexpressivo, nossa investigação situar-se-á nas “margens” que Clarice deslocou e fez delas o seu centro, demonstrando nelas os desdobramentos e as manifestações do silêncio, que se encontram com a própria escrita, mas que também conduzem a uma profunda e violenta confrontação com a própria autora.

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Biografia do Autor

Rodrigo Michell Araujo, Universidade do Porto

Professor substituto de literatura brasileira na Universidade Federal da Grande Dourados, Mato Grosso do Sul. Doutor em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal (2020). Investigador Colaborador do grupo "Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal", ligado ao Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, e membro do CIMEEP, Centro Internacional e Multidisciplinar de Estudos Épicos (GT Épica, Filosofia e Religião), ligado à Universidade Federal de Sergipe. E-mail: [email protected]

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Publicado

2021-03-31

Como Citar

Araujo, R. M. (2021). Clarice Lispector: escrita e silêncio. Revista Pistis Praxis, 13. https://doi.org/10.7213/2175-1838.13.espec.DS09