Espiritualidade e bioética

Carlos Frederico Barboza de Souza

Resumo


O presente artigo visa tratar conceitualmente a espiritualidade para, a seguir, propor alguns pontos em que esta pode dialogar com a Bioética. Nesse sentido, discute em um primeiro momento a grande oferta de espiritualidades em nossa contemporaneidade, buscando dispor brevemente – sem a pretensão de esgotar o assunto e nem tratá-lo em toda a sua complexidade – sobre algumas causas que podem estar na raiz das demandas da sociedade contemporânea. Logo em seguida, o foco passa a ser a espiritualidade a partir de sua raiz antropológica, pensando o ser humano como um ser de falta e um ser aberto à transcendência. Essas categorias postas, o próximo passo se centrará em acompanhar historicamente como esse conceito vai se forjando na tradição cristã até chegar à contemporaneidade, quando ela se expande para outras formas de compreensão para além do cristianismo. A partir desse momento, insere-se a percepção de que se deve falar em espiritualidades, no plural, indicando as diversas maneiras com que esse conceito tem sido utilizado na história e contemporaneamente. Por fim, buscar-se-á discutir brevemente alguns pontos importantes para o diálogo da espiritualidade com a Bioética, defendendo a ideia de que tomando certos cuidados e tendo clareza das especificidades de cada área, sempre será este um diálogo profícuo.


Palavras-chave


Espiritualidade; Bioética; Diversidade; Sociedade contemporânea.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/revistapistispraxis.7677

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