"Prostituta" ou "mulher sagrada"? A tradutologia de Antoine Berman e a tradução da Bíblia

Luiz José Dietrich Dietrich

Resumo


Este artigo visa estimular a discussão e a produção acadêmica sobre tradução da Bíblia no Brasil. Visando contribuir numa área em que o campo da tradução da Bíblia é bastante carente, a discussão da tradução da Bíblia frente às diversas teorias da tradução, este texto resenha as principais ideias de Antoine Berman, um dos mais importantes críticos das teorias e práticas da tradução no século XX. Berman, não somente vai na contramão das correntes hegemônicas na tradução que, no seu entender abdicaram da tradução da letra e privilegiaram a tradução do sentido, como também afirma que a tradução assim realizada, caracteriza-se por três traços: “Culturalmente falando é etnocêntrica. Literariamente falando é hipertextual. E filosoficamente falando é platônica.” O artigo é finalizado com a discussão da tradução dos termos hebraicos Elohim, Terafim, e Qedeshah/Qadesh, concluindo que o etnocentrismo e a hipertextualidade, bem como o platonismo, podem ser vistos em grande parte de nossas traduções bíblicas. Assim, Berman nos desafia a buscar novas bases para a tradução da Bíblia.

Palavras-chave


Antoine Berman; Tradução da Bíblia; Tradução etnocêntrica; Tradução hipertextual; Tradução e doutrinas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/revistapistispraxis.08.001.ds06

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