As dimensões temporais do verbo hebraico: desafio ao traduzir o Antigo Testamento

Matthias Grenzer

Resumo


O leitor-tradutor atual da Bíblia Hebraica ainda se sente desafiado quanto à compreensão mais exata do verbo. O sistema verbal do hebraico antigo, pois, trabalha com um número reduzido de formas. Somente conhece duas conjugações, verbos sufixados e prefixados, sendo que ambos podem ser compostos com a conjunção vav, adquirindo, dessa forma, funções próprias. Surge, sobretudo, a pergunta se o verbo hebraico, semelhantemente ao verbo no português, tem a tarefa de se referir ao tempo tripartido em passado, presente e futuro. Quer dizer: será que o verbo hebraico traz consigo dimensões temporais? Ou ele apresenta apenas dimensões aspectuais, de acordo com o que comumente é afirmado nas gramáticas e manuais de ensino do hebraico bíblico usados no Brasil? Ao acolher, neste artigo, a narrativa presente no quinto capítulo do livro do Êxodo (Ex 5), proponho-me a esboçar uma primeira pesquisa empírica, a fim de verificar o funcionamento das formas verbais no sistema linguístico do Hebraico Bíblico, indo ao encontro da teoria verbal do hebraísta alemão Rüdiger Bartelmus.


Palavras-chave


Tradução; Hebraico Bíblico; Sintaxe do verbo; Rüdiger Bartelmus

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/revistapistispraxis.08.001.ds01

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