Avaliação microbiológica da solução heparinizada para manutenção de cateter intravenoso em função do tempo e condições de armazenamento

Fabrício Moreira Cerri, Priscila Gabriela Esteves de Oliveira, Ulisses de Padua Pereira, Priscilla Fajardo Valente Pereira

Resumo


A solução heparinizada (SH) é amplamente utilizada para manter a viabilidade de cateteres intravenosos em humanos e animais hospitalizados. Entretanto, o seu tempo de utilização não é bem determinado na literatura. Em função deste fato, o objetivo do presente trabalho foi determinar a viabilidade microbiológica da SH por 12 dias, à temperatura ambiente e armazenada em geladeira. Para isso, quatro frascos contendo solução heparinizada foram armazenados por 12 dias, dois em temperatura ambiente e dois em geladeira. Para cada tipo de armazenamento, um frasco permaneceu com uma agulha acoplada durante todo o período experimental e no outro frasco uma nova agulha era utilizada a cada colheita. Amostras de 1 ml foram coletadas no momento da diluição, às 12h, 24h, 48h e 72h, e no 5º, 7º, 10º e 12º dia após a diluição, e enviadas para cultivo bacteriológico. Nas soluções mantidas na geladeira (3,58 ± 1,19 ºC) e na solução mantida à temperatura ambiente (19,39 ± 1,81 ºC), com a troca da agulha a cada colheita, não houve crescimento bacteriano em nenhum momento avaliado. No frasco mantido à temperatura ambiente e com a agulha permanentemente acoplada, isolou-se Staphylococcus coagulase negativa no 5º e 12º dia após a diluição. Este agente é comensal da pele humana e a sua presença pode estar associada à higienização inadequada dos seus manipuladores. A presença desta bactéria na SH, que seria administrada no cateter intravenoso, pode levar a complicações locais e sistêmicas no paciente hospitalizado. Portanto, nas condições deste estudo, a manutenção das SH com utilização de agulhas estéreis, seja em refrigeração ou em temperatura ambiente, garantiu a ausência de crescimento bacteriano, assegurando a viabilidade da solução por até 12 dias.


Palavras-chave


Cateterização. Solução intravenosa. Heparina. Internamento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/2596-2868.2020.18011

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