Maior nível tecnológico e escala de produção propiciam melhor qualidade do leite e menor ocorrência de mastite bovina?
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-4178.2019.17003Palavras-chave:
Acidez. Células somáticas. Densidade. Redutase.Resumo
Objetivou-se avaliar alguns parâmetros da composição físico-química e da qualidade microbiológica do leite cru e a ocorrência de mastite no rebanho leiteiro de propriedades com três diferentes escalas de produção e níveis tecnológicos: < 100 - baixo, 100 - 200 - médio, > 200 litros/dia - alto. O trabalho foi realizado em 15 fazendas de Barreiras/BA, com coletas de dados mensais durante um ano, entre os meses de outubro de 2007 e setembro de 2008. Foi adotado delineamento inteiramente casualizado, em esquema de parcela subdividida no tempo. Os teores de extrato seco total variaram de 9,6 a 11,9%, com alta frequência de amostras abaixo do mínimo regulamentar, o que pode comprometer o rendimento dos produtos lácteos. Em geral, os valores da densidade apresentaram-se dentro das normas vigentes. As análises de acidez titulável e teste de redutase revelaram resultados preocupantes em propriedades com maiores escalas de produção e nível tecnológico. A contagem de células somáticas variou ao longo do ano, sem um efeito marcante da estação chuvosa ou seca sobre os resultados. As fazendas com maior nível tecnológico e de escala de produção, consideradas mais especializadas, apresentaram os maiores índices de mastite clínica e subclínica e pior qualidade do leite.