Avaliação plaquetária de cães com linfoma submetidos à quimioterapia, transplante de medula óssea e fator estimulante de colônia de granulócitos (G-CSF)

Ana Lívia Motta Silva, Ana Paula Massae Nakage Canesin, Maria Luísa Buffo de Cápua, Aline Vieira Godoy, Mariana Rodrigues Miotto, Aureo Evangelista Santana

Resumo


O tratamento indicado para cães com linfoma é a quimioterapia, cujo fator limitante é a mielotoxicidade, que pode ser revertida pelo transplante de medula óssea (TMO). Antes do TMO, o animal deve ser submetido à terapia imunossupressora para evitar a rejeição. Para recuperação da imunossupressão recomenda-se a administração da citocina G-CSF, que estimula a proliferação e a maturação neutrofílica. Porém, há relatos de que a aplicação de G-CSF promove redução na contagem plaquetária. O objetivo deste ensaio foi avaliar o efeito do G-CSF sobre o número de plaquetas e megacariócitos em cães com linfoma submetidos à quimioterapia e TMO. Os cinco cães sadios do grupo 1 receberam 5 μg/kg/dia de G-CSF por quatro dias; o grupo 2, constituído por cinco cães com linfoma submetidos ao protocolo quimioterápico de Madison-Wisconsin, TMO autólogo e G-CSF. A contagem plaquetária e megacariocítica foi feita antes do TMO, antes e após o G-CSF. A administração do G-CSF humano pôde reduzir os valores dos megacariócitos e plaquetas de cães. A maior porcentagem de cães trombocitopenicos com linfoma foi, provavelmente, graças à quimioterapia mielossupressiva, à toxidez hematológica da ciclofosfamida e à administração de G-CSF. A recuperação megacariocítica e plaquetária mais expressiva nos cães com linfoma pode ter ocorrido em virtude do TMO, que estimulou a megacariocitopoese.

Palavras-chave


Plaquetas; G-CSF; Linfoma; Transplante de medula óssea; Cães

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DOI: https://doi.org/10.7213/cienciaanimal.v8i3.10904

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