Pós-colonial e pós-conciliar: 50 anos do Conselho Indigenista Missionário em defesa dos povos indígenas

Autori

  • Paulo Suess
  • José Agnaldo Gomes

DOI:

https://doi.org/10.7213/cd.a10n16p76-89

Abstract

Em vez de assumir a moratória da pastoral indigenista proposta pelos antropólogos em Barbados (1971), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), fundado em 1972 e orientado pelo Concílio Vaticano II, mostrou que a compatibilidade entre presença missionária e defesa dos povos indígenas corresponde a uma lógica interna e a um reforço recíproco entre Evangelho e prática missionária. Nos 50 anos de sua presença entre os povos indígenas, o Cimi assumiu a sua proposta missionária concomitantemente como projeto político em defesa da causa indígena
através da ruptura com o projeto colonial e de questionamentos ao projeto desenvolvimentista. Nesse contexto, os martírios de Rodolfo Lunkenbein, Simão Bororo e Marçal Guarani não foram simples gestos heroicos, mas sinais escatológicos de uma fé encarnada em busca de sua autenticidade histórica e força profética de resistência.

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Pubblicato

2022-06-30

Come citare

Suess, P., & Gomes , J. A. (2022). Pós-colonial e pós-conciliar: 50 anos do Conselho Indigenista Missionário em defesa dos povos indígenas. Caminhos De Diálogo, 10(16), 76–89. https://doi.org/10.7213/cd.a10n16p76-89