Luteranismo e a Inquisição no Brasil Colônia (século XVI)

Autores

  • Rossana Britto Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Fábio Py Murta de Almeida Faculdade Batista do Rio de Janeiro (FABAT)

DOI:

https://doi.org/10.7213/revistapistispraxis.06.003.ao06

Palavras-chave:

Inquisição, Luteranismo, Brasil, Processos, Brasil Colônia.

Resumo

O tema desta pesquisa abrange a penetração e a repressão inquisitorial portuguesa à chamada heresia luterana. Antes de qualquer comentário, é necessário dizer que o vocábulo “luterano”, na Época Moderna, era utilizado pelos inquisidores como termo genérico para identificar estrangeiros protestantes. O luteranismo no Brasil Colonial apresentou várias facetas: desde o luteranismo das naus ao luteranismo da terra firme, contando, também, com o luteranismo por adesão voluntária. Assim, no artigo objetiva-se problematizar alguns casos de sujeitos designados de luteranos pela mesa inquisitorial lisboeta com suas trajetórias e penalidades.

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Biografia do Autor

Rossana Britto, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Doutora em História Política (UERJ), professora adjunta de História do Brasil Colonial da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES.

Fábio Py Murta de Almeida, Faculdade Batista do Rio de Janeiro (FABAT)

Doutorando em Teologia (PUC-Rio), com estágio sanduíche pelo PDSE-CAPES no Centre d’Études Interdisciplinaires dês Facts Religieux (CEIFR) da École des Hautes em Sciences Sociales (EHESS - Paris). Professor auxiliar de História da Igreja e de Método Teológico da Faculdade Batista do Rio de Janeiro (FABAT), Rio de Janeiro, RJ

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Publicado

2014-09-13

Como Citar

Britto, R., & de Almeida, F. P. M. (2014). Luteranismo e a Inquisição no Brasil Colônia (século XVI). Revista Pistis Praxis, 6(3), 1077–1094. https://doi.org/10.7213/revistapistispraxis.06.003.ao06

Edição

Seção

Artigos