Os “padres novos” frente à renovação do Vaticano II e a tradição libertadora da Igreja na América Latina. Retroceder ou avançar?

Vitor Hugo Mendes

Resumo


Em foco, aqui, um breve relatório dos dados de uma pesquisa de campo em busca do perfil dos “padres novos” no seio do catolicismo brasileiro, mais especificamente em relação à renovação do Vaticano II, à tradição libertadora da Igreja na América Latina e Caribe, bem como à Teologia da Libertação, seguido de uma análise preliminar dos mesmos. Trata-se de dados colhidos junto a agentes eclesiais de duas perspectivas sócio-pastorais — a “institucional/carismática”, à qual estão alinhados os “padres novos”, e a “evangelização/libertação”, que se remete à postura dos “padres das décadas de 1970/80”. Os dados apresentados mostram o distanciamento da perspectiva “institucional/carismática” em relação à renovação conciliar e sua recepção criativa na América Latina em torno a Medellín e Puebla. Ao mesmo tempo revelam as dificuldades dos alinhados à perspectiva “evangelização/libertação” para manter as conquistas e muito mais diante da necessidade de avançar, tal como interpela o magistério reformador do Papa Francisco. Este processo de renovação eclesial, quando não interrompido, foi sendo esquecido e, cada vez mais, abandonado por uma sucessiva geração de “padres novos”, fortalecendo uma polarização “institucional/carismática”, que restaurou uma cultura fortemente clerical (e clericalizante) no interior da Igreja.


Palavras-chave


Vaticano II; Igreja latino-americana; Teologia da Libertação; Presbíteros; Clericalismo.

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DOI: https://doi.org/10.7213/2175-1838.13.03.DS04

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