Os “padres novos” como fruto do embaralhamento de paradigmas eclesiais

Manoel José Godoy

Resumo


Este estudo faz um breve relatório e uma análise dos dados relativos às três questões que encerram o terceiro bloco de perguntas do questionário aplicado na pesquisa de campo em busca do perfil dos “padres novos” no Brasil, relativas a como está a vida e a relação do presbitério entre seus membros e com o bispo (questão 8), como veem os presbíteros em geral (questão 9) e qual o modo mais adequado de um presbítero vestir-se hoje (questão 10). A abordagem começa por um breve relatório dos dados, seguido de uma análise dos mesmos, enfocando as mudanças que a Igreja católica vem sofrendo desde a realização do Concilio Vaticano II (1962-1965). Para isso, toma como referencial, por um lado, o perfil dos padres das décadas de 1970/80, alinhados à perspectiva sócio pastoral “evangelização/libertação” e, por outro, o perfil dos “padres novos”, que se remetem à perspectiva “institucional/carismática”. Constata que a renovação conciliar levou a Igreja de uma postura apologética frente ao mundo a uma relação de diálogo e serviço, mas por pouco tempo, pois sofreu um revés enorme nas décadas posteriores, com repercussões profundas no ser e agir dos presbíteros. Na atualidade, o novo pontificado de Francisco resgata a renovação conciliar, mas não sem reticencias e até mesmo com a oposição dos segmentos alinhados à perspectiva “institucional/carismática”.


Palavras-chave


Igreja Católica; Padres novos; Vaticano II; Formação presbiteral; Mundo.

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DOI: https://doi.org/10.7213/2175-1838.13.03.DS09

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