Sínodo da Amazônia, diálogo intercultural e inter-religioso e solidariadade: conhecendo os Mbya Guarani

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/2175-1838.12.001.DS04

Palavras-chave:

Sínodo Amazônico. Mbya Guaraní. Política etnocida.

Resumo

Este texto na perspectiva do Sínodo da Amazônia acontece num contexto de extrema relevância tendo em vista a realidade dos graves impactos sociais, econômicos, culturais e ambientais nesta região que compreende nove países da América do Sul. Traz a Igreja e sociedade o desafio de se conhecer mais profundamente os povos originários e as comunidades tradicionais para uma ação efetiva e engajada de solidariedade profética aos Povos Indígenas e aos Povos da Floresta. Neste propósito de conhecer as culturas, opta-se por adentrar na cultura de um desses povos, cujo ethos é caminhar em busca da Terra Sem Males, o povo Mbya Guarani, que pelo próprio modo de ser, marca presença em seus territórios tradicionais, do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo, (RS, SC, PR, SP, RJ e ES) e posteriormente chegando também no Pará, além da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. O povo Mbya Guarani sobreviveu há mais de 500 anos ao projeto colonizador e tem resistido ao projeto neo-colonizador com muita sabedoria. Além disso, pode nos ensinar o Bem Viver onde aconteça o respeito à Mãe Terra, a harmonia e interação do ser humano e a biodiversidade da Casa Comum.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jorge Tarachuque, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Possui graduação em Licenciatura em Filosofia - Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso - atual UCDB (1987), graduação em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (1992), Especialização em Cultura e Meios de Comunicação pela Pontificia universidade Católica de São Paulo - PUCSP (2009) e mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2012). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: bioética, população em situação de rua, bioética de intervenção, vulnerabilidade, bioética de proteção e Povos Indígenas.

Waldir Souza, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Atualmente sou professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2009). Possuo bacharelado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (1991) e licenciatura em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2004), especialização em Bioética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2004) e mestrado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2001).  Tenho experiência na área de Teologia, com ênfase em sistemática, moral e bioética. Sou professor do programa de pós-graduação em Teologia na disciplina de Temas de Teologia e Bioética e professor do programa de pós-graduação em Bioética na disciplina de Bioética Clínica, Cuidado integral em Saúde e Cuidados Paliativos e fim de vida. Sou Pesquisador Produtividade da Fundação Araucária com o projeto " TEOLOGIA, BIOÉTICA, HUMANIZAÇÃO E CUIDADOS EM SAÚDE". Sou líder do Grupo de Pesquisa Bioética, Humanização e Cuidados em Saúde  com os projetos de pesquisa Teologia e Bioética e suas interconexões com as questões sociais; Teologia, Bioética e Espiritualidade, Humanização e cuidado integral em saúde e Bioética e cuidados paliativos. Sou membro do Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUAs) da PUCPR.
Sou membro da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião - SOTER e membro da Sociedade Brasileira de Bioética - SBB. Membro da comissão científica da SBB-PR. Membro da Comissão científica da Revista Pistis & Práxis do Programa de Pós-Graduação em Teologia da PUCPR e parecerista da Revista de Cultura Teológica da PucSp.

Referências

BAPTISTA, M. M. O Mbya reko (modo de ser guarani) e as políticas públicas na região metropolitana de Porto Alegre: uma discussão sobre o etnodesenvolvimento.

Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Rural) — Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Ciências Econômicas, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, Porto Alegre, 2011.

CADOGAN, L. Ayvú Rapytá; textos míticos de los Mbya Guarani de Guairá. Universidade de São Paulo: São Paulo, 1959.

CICCARONE, C. Um povo que caminha: notas sobre movimentações territoriais guarani em tempos históricos e neocoloniais. Dimensões, v. 26, p. 136-151, 2011.

CLASTRES, P. A sociedade contra o estado: Pesquisas de antropologia política. São Paulo: Cosac & Naify, [1974] 2003.

CONSELHO INDIGENISTA MISSIONARIO www.cimi.org.br

FRANCISCO. Carta Encíclica Laudato Si[LS]. Libreria Editrice Vaticana, 2015.

INSTRUMENTUM LABORIS [IS], www.sinodoamazonico.va. Vaticano, 17 de junho de 2019.

GARLET, I. J.; ASSIS, V. S. de. A imagem do kechuíta no universo mitológico dos Mbya-guarani. Revista de História Regional, v. 7, n. 2, p. 99-114, 2002.

GUARANI MBYA. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/PovoGuaraniMbya>. Acesso em: 13 ago. 2019.

GUIMARÃES, S. M. F. Panorama guarani (Mbya, nhãdeva, kayová, chiriguano. Habitus. Goiânia, v. 3, n. 1, p. 107-124, jan./jun. 2005.

LADEIRA, M. I. O caminhar sob a luz: Território mbya à beira do oceano. São Paulo: Centro de Trabalho Indigenista – CTI, 2014. LITAIFF, A. Os filhos do sol: mitos e práticas dos índios MbyaGuarani do litoral brasileiro. Tellus, Campo Grande – MS, ano 4, n. 6, p. 15-30, abr. 2004.

LIEBGOTT, R. A. Um governo de curto prazo e programado para devastar direitos. Partido Comunista Brasileiro, 2017. Disponível em: <https://pcb.org.br/portal2/18124/um-governo-de-curto-prazo-programado-para-devastar-direitos/>. Acesso em: 23 jul. 2019. MELIÁ, B. Uma teologia India posible e necessária. Revista Acción, n. 224, jun. 2002. MELIÁ, B. El Guarani conquistado e reducido, 1986. MELIÁ, B. O rosto índio de Deus. Petrópolis: Vozes, 1989. MELIÁ, B. A experiência religiosa Guarani. In: MARZAL, Manuel et ali. O rosto 160 índio de Deus. Petrópolis: Vozes, 1989. p. 293-357.

MELIÁ, B. A Terra Sem Mal Dos Guarani - Economia e profecia. Revista de Antropologia, p.33-46, 1990. Disponível em: <http://www.periodicos.usp.br/ra/article/download/111213/109495>. Acesso em: 22 mar. 2019.

MELIÁ, B.; SAUL, M.V. de A.; MURARO, V.M. O Guarani: uma bibliografia etnológica. Santo Angelo: Fundação Missioneira de Ensino Superior, 1987.

SCHADEN, E. Aspectos fundamentais da cultura guarani. 3. ed. São Paulo: EPU, Ed. Universidade de São Paulo, 1974.

SUESS, P. Elementos para a busca do Bem Viver (Sumak Kawsay) para todos e sempre. 2010.

TAMAYO, J. J. Decolonialidad y Práticas Emancipatórias, 32 Congresso de la Socidad de Teologia y práticas emancipatórias, 2019.

TEAO, K. M. Território e identidade dos Guarani Mbya do Espírito Santo (1967- 2006). Tese (Doutorado em História Social) — Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia. Departamento de História, 2015.

TEMPASS. M. C. “Quanto mais doce, melhor”: Um estudo antropológico das práticas alimentares da doce sociedade Mbya-Guarani. Tese (Doutorado em Antropologia Social) — UFRGS, Rio Grande do Sul, 2010.

VIETTA, K. Os homens e os deuses: a construção Mbya do conceito de sociedade. Multitemas n. 3, maio, p. 76, 1997.

Downloads

Publicado

2020-05-14

Como Citar

Tarachuque, J., & Souza, W. (2020). Sínodo da Amazônia, diálogo intercultural e inter-religioso e solidariadade: conhecendo os Mbya Guarani. Revista Pistis Praxis, 12(1). https://doi.org/10.7213/2175-1838.12.001.DS04