Criopreservação de embriões humanos no contexto da saúde sexual reprodutiva

Autores

  • Élio Estanislau Gasda

DOI:

https://doi.org/10.7213/revistapistispraxis.07.003.ds04

Palavras-chave:

Bioética. Criopreservação. Saúde sexual e reprodutiva. Evangelium Vitae.

Resumo

Há 32 anos nascia Zoe Leyland, primeiro bebê fruto de um embrião congelado. Após compreender o congelamento de embriões no contexto das técnicas de reprodução assistida, na pesquisa com células-tronco embrionárias e as discussões no Brasil, passa- -se a apresentar a visão do Magistério a partir da Evangelium Vitae. Como ato clínico, a criopreservação tem uma dimensão técnica, jurídica e uma dimensão ética. Diante da inexistência de um conceito teórico unívoco em questões do início da vida, surge o dilema moral: doar, descartar ou criopreservar os embriões sobrantes? Qual o futuro da técnica da criopreservação de embriões humanos? Poderá desaparecer ou evoluirá a níveis éticos satisfatórios?

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Publicado

2015-09-13

Como Citar

Estanislau Gasda, Élio. (2015). Criopreservação de embriões humanos no contexto da saúde sexual reprodutiva. Revista Pistis Praxis, 7(3), 635–661. https://doi.org/10.7213/revistapistispraxis.07.003.ds04

Edição

Seção

Dossiê